Juiz Amândio Brito queria ser julgado para esclarecer a sociedade sobre o que se passou no CRASDT

26/10/2016 08:02 - Modificado em 26/10/2016 08:02

amandio britoA Congregação Reformada dos Adventistas do 7º Dia de Tendas (CRASDT) estava sob investigação do Ministério Público por alegados actos de “tortura e tratamentos cruéis, degradantes ou desumanos, maus tratos a menor ou incapaz, maus tratos a cônjuge, sequestro, homicídio simples, calúnia e injúria”, todavia, resultou o arquivamento do processo.

 

“Nós, os membros da CRASDT estamos esclarecidos. Há pessoas fora da Congregação que podem estar confusas, mas sabíamos que as queixas não tinham fundamento. Porém, esperávamos que fossemos a julgamento de forma a esclarecer as coisas melhor, com o recurso à nossa defesa e a sociedade ficaria elucidada”, diz Amândio Brito em entrevista à TCV, um dos membros da CRASDT a quem foi aplicada a suspensão preventiva do exercício das funções de magistrado devido às suas confissões públicas. Amândio Brito adianta que aceita a vontade de Deus com o arquivamento das queixas, mas adianta que estavam preparados para encarar a justiça humana.

O ex-magistrado e membro da CRASDT que pediu a sua exoneração do cargo, através da rede social, agradece a todos os que o acompanharam e fizerem parte da sua carreira como magistrado e nesta despedida frisa:

“(…) Aproveito, por fim, apenas para dizer às pessoas, como informação, que nos anos de 2010 (inteiro) e 2011 (até 31 de Julho), anos em que eu mais pequei (cometi os pecados que ora estou a confessar), foram os anos em que eu mais produzi como Magistrado Judicial (quase 2.000 processos no total, nesse período de ano e meio), pelo que os meus pecados na Igreja, não prejudicaram em nada a minha produtividade judicial. Não quero com isso dizer que quanto mais pequei, mais trabalhei (fora de questão), mas só quero demonstrar que, graças a DEUS, a minha produtividade profissional não foi abalada pelos meus muitíssimos pecados pessoais e dentro da Igreja. Também informo às pessoas que no passado ano judicial (de 01 de Agosto de 2015 a 31 de Julho de 2016), resolvi pessoalmente 205 processos na Praia e 135 processos em Santa Cruz (onde em regra só ia um ou no máximo dois dias por semana), portanto, 340 processos no total, e se eu não tivesse sido suspenso desde 10 de Junho de 2016, superaria facilmente a fasquia de 366 processos que resolveria no ano anterior.

Com isso, quero também deixar claro que, graças a DEUS, a minha produtividade profissional nesse ano, não foi abalada pelas minhas Confissões Públicas. Logo, a minha vida religiosa negativa (pecados) e positiva (confissões), em nada prejudicou o meu desempenho e produtividade profissionais”.

  1. Joao

    Deixam ele falar!! concerteza ele tem coisas que vai abalar muito executivos por ai, inclusive alguns governantes, dai surgiu essa decisao de nao deixa-lo falar. Aonde encontra a democracia Caboverdiana, liberdade de expressao!! Por favor, Srs

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