Jovem com pena suspensa julgado por dois crimes de ofensa à integridade física

21/10/2016 08:22 - Modificado em 21/10/2016 08:22
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juiz3O 2º Juízo Crime da Comarca de São Vicente procedeu, na manhã desta terça-feira, ao julgamento de um indivíduo acusado da prática de crime de ofensa à integridade física, mesmo estando a cumprir uma pena suspensa de dois anos e seis meses, aplicada em 2014.

 

Conforme os autos do processo, o jovem agrediu no ano passado duas pessoas, em diferentes ocasiões.

Num dos processos-crime, o jovem que responde pelo nome de Marco é acusado de ter agredido à pedrada um indivíduo de 43 anos, acertando-lhe na parte posterior da cabeça.

De acordo com as declarações do arguido, no primeiro caso, ele agrediu o senhor porque este estava a provocá-lo e a insultá-lo. No entanto, assume de forma parcial a agressão.

Por outro lado, a versão do arguido e ofendido, apesar de ter assumido os factos, o ofendido diz que no caminho de casa depois de sair do trabalho, por volta das 23 horas, encontrou o jovem e este começou a insultá-lo e a ameaçá-lo, mas como não cedeu às provocações e seguiu o seu caminho, nesse momento, foi agredido com uma pedrada na parte traseira da cabeça, tendo depois sido encaminhado pela Polícia ao hospital.

E até hoje, costuma sentir dores nessa zona, devido ao impacte da pancada.

Noutro processo, o mesmo arguido responde pela agressão de outro jovem, sempre com uma pedrada, mas desta vez na região do tórax.

Este justifica a agressão afirmando que o agredido ia fazer com que fosse esfaqueado nas costas por outra pessoa. Segundo contou ao tribunal, o ofendido estava a distraí-lo de forma a ficar vulnerável ao ataque, mas apercebeu-se a tempo e conseguiu evitar o golpe. E depois, com raiva do ofendido, atirou-lhe uma pedra.

Uma vez mais, o ofendido garante que nada fez para que o arguido tivesse uma reacção do tipo, negando a acusação de cúmplice numa tentativa de esfaqueamento. Diz simplesmente que foi agredido quando ia visitar uns familiares na zona de Espia.

Diante dos factos apresentados, o Ministério Público pede a condenação do réu afirmando que foram apresentados dados suficientes contra ele.

Por outro lado, a defesa pede em sentido inverso, isto é, que a pena seja atenuada, já que as declarações dos ofendidos não vão de acordo com as declarações do réu que não iria, sem motivo algum atacar ninguém.

A sentença ficou marcada para o dia 04 de Novembro.

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