Dio: “Rimas Sem Fronteiras”

21/10/2016 08:14 - Modificado em 21/10/2016 08:14
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dioDario Tolentino é um rapper mindelense já com alguns anos de estrada na cena do hip hop cabo-verdiano. Membro do aclamado grupo G-Rapperz de Santo Antão, este jovem artista prepara agora o seu primeiro trabalho a solo intitulado “Rimas sem fronteiras”. Uma oportunidade para trazer a sua visão e a forma de ver as coisas.

 

Como relembra, Dio cresceu a ouvir rap. Na época, era o rap americano que era o mais escutado, mas a partir de 2000 com o surgimento de grupos nacionais, como Black Side e KGB Squad, começou a direccionar a sua atenção para o rap nacional. A evolução natural levou-o de ouvinte a escrever letras de rap e, depois, para os estúdios e para os palcos. Um processo que levou o seu tempo.

“Sempre gostei de rap e o que me levou a escrever foi a vontade de testar a minha capacidade lírica e poética. Queria trazer mais diversidade”, como afirma. Ele, como acrescenta, tem muito cuidado com as letras que escreve, prestando muita atenção ao conteúdo das suas letras e também às rimas que procura fazer para dar uma roupagem diferente às suas músicas.

Dio já participou em vários trabalhos com outros artistas e também já participou em projectos do grupo G-Rapperz, como Kastel de Kartas e Kodigo de Barras. Agora, “Rimas sem fronteiras” é o próximo projecto e perspectiva que seja lançado antes do final do ano.

“Porque as minhas rimas trazem temas diversos e eu não me poupo nas palavras. Podes ouvi-las aqui ou em qualquer parte do mundo”, afirma Dio. Uma das preocupações de Dio é que o álbum tenha conteúdo. E um álbum com conteúdo é a garantia que dá aos seus seguidores. “Sempre me preocupei em fazer um rap consciente”, como sublinha, demostrando a importância dos temas que traz e, em “Rimas sem fronteiras”, afirma trazer um pouco de tudo, “colocando o dedo na ferida” nalguns temas.

Para ajudar no processo de manter o conteúdo do álbum em alta, traz outros artistas como Expavi, Victor Duarte, Sné, DMOG, Seveige, entre outros rappers reconhecidos.

Em relação ao cenário do hip hop nacional afirma que tem evoluído muito em vários aspectos, mas que noutros ainda precisa de melhorar. Alerta para o conteúdo das músicas, para que se continue a fazer músicas de rap com conteúdo com benefício para as pessoas e não promover outros itens menos bons para a sociedade.

Dio já tem dois singles a circular, “Vez e voz” que se resume numa crítica política e social, e “Autoconsciência” que é uma reflexão pessoal sobre o hip hop.

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