Quatro jovens acusados da prática de crime de ofensa à integridade física, fuga e porte de arma branca e roubo

20/10/2016 08:09 - Modificado em 20/10/2016 08:09
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tribunalO 2º Juiz Crime da Comarca de São Vicente, procedeu na manhã desta terça-feira, ao julgamento de quatro jovens acusados da prática de crime de ofensa à integridade física, fuga e porte de arma branca e roubo.

 

Em julgamento decorrido esta terça-feira, quatro dos acusados, jovens entre os 18 e os 22 anos, cometeram crimes diferentes, mas interligados entre si.

O primeiro caso é o de um roubo a um cidadão estrangeiro que sofreu um “caçubody” em Fevereiro do ano passado, quando assistia à manifestação cultural dos “mandingas de Ribeira Bote”. Neste caso, apenas dois dos jovens da zona de ilha da Madeira responderam ao processo, mas só um deles se responsabilizou dos factos alegando que o seu colega não estava presente no momento do acto.

O mesmo afirma que apenas cometeu o crime porque estava a precisar de dinheiro para umas análises que a mãe do seu filho precisava. Esta estava grávida na altura e, conforme explica, precisavam de dinheiro para as tais consultas e só por isso cometeu o crime. De realçar que o jovem, com 18 anos, é pai de dois filhos e na altura não tinha nenhum meio de sustento, como disse ao tribunal.

Portanto, cometeu o crime, mas ao chegar a casa com o telemóvel, o mesmo foi apreendido pela mãe que o encaminhou à esquadra da polícia para proceder à sua devolução.

O segundo crime, o de ofensa à integridade física, ao apresentar os factos, o arguido negou todas as acusações alegando que foi provocado e, por isso, respondeu de forma agressiva, mas apenas deu um soco na sua vítima. Factos que não estão de acordo com o ofendido, que afirma que quem começou a confusão foi o arguido e que depois de o ter agredido com socos na cara, tirou um X-acto e agrediu-o no braço e ombro, deixando-lhe uma extensa cicatriz.

Em relação ao crime de porte de arma branca, no caso uma “catana”, o jovem que foi preso em fuga e em flagrante com a catana presa ao corpo, nega as acusações afirmando que no momento em que a BAC chegou, ao contrário das outras pessoas que estavam presentes, na rua principal da Ilha da Madeira, não correu porque sabia que não estava a fazer nada, só que segundo disse, quando a Policia chegou ao local encontrou a catana atrás de si, no local onde estava e foi preso com a alegação de que a arma lhe pertencia.

No entanto, de acordo com o testemunho da polícia, foram chamados ao local para responder a uma chamada de emergência que reportava agressões na zona e, ao chegarem ao local, algumas pessoas correram inclusive um dos arguidos presentes em tribunal.

Ao ser efectuada uma revista ao indivíduo, encontraram-no na posse da arma.

Outro factor é a incoerência das testemunhas dos mesmos em relação a alguns pontos dos processos.

A sentença ficou marcada para o dia 04 Novembro.

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