Emigrantes na Holanda reclamam atraso na emissão de passaportes

20/10/2016 08:06 - Modificado em 20/10/2016 08:06
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passaporte cvOs cidadãos cabo-verdianos residentes na Holanda estão descontentes com o atraso na emissão de passaportes e apelam para a resolução urgente do problema. O Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, esteve de visita a esta comunidade e admitiu problemas na emissão dos documentos, defendendo que a atitude da administração precisa de ser mais orientada para a focalização num bom atendimento tendo em conta que o tempo das pessoas, muitas vezes, não é o tempo do funcionário.

 

Sendo emigrante, o tempo é bastante curto pois quando vão a Cabo Verde “vão para tratar assuntos que não dá para esperar um mês”, como revela o actual Chefe do Governo que parece estar solidário com os emigrantes.

O tempo de resposta dos serviços de emissão de documentos em Cabo Verde não se tem mostrado eficiente, prejudicando os utentes que solicitam esses serviços. Os pedidos são feitos atempadamente, mas os utentes aguardam meses para receberem os documentos. Muitos nem conseguem e são obrigados a desfazerem os seus planos.

Os emigrantes na Holanda têm sofrido com a demora na entrega dos passaportes na Embaixada de Cabo Verde na Holanda e dizem-se descontentes com a situação, por isso, apelam pela intervenção do Governo que garantiu resolver os problemas burocráticos de emissão de documentos no prazo de dois meses.

A emigrante Nereida Lopes pretende levar a filha, mas as tentativas têm sido nulas por causa dos atrasos na emissão do documento que permitirá a mesma ir viver com ela e Nereida acredita ter nascido “num país onde tudo funciona a passo de tartarugas deficientes”.

Por outro lado, Herculano, que partilha da mesma opinião, diz ter sofrido na pele as consequências da burocracia cabo-verdiana, o que considera ser “um abuso intolerável”.

Na sequência da visita do Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva à Holanda, os emigrantes aproveitaram para colocar os problemas tendo apelado por uma maior intervenção do Governo. Sandro Silveira apela à intervenção do Governo no sentido de facilitar os emigrantes que também contribuem para o desenvolvimento do país.

O Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva que se mostrou solidário com os emigrantes, revela que “a atitude da administração precisa de ser mais orientada para a focalização num bom atendimento tendo em conta que o tempo das pessoas, muitas vezes, não é o tempo do funcionário. Sendo emigrante, o tempo é bastante curto pois quando vão a Cabo Verde, vão para tratar assuntos que não dá para esperar um mês”.

 

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