Santo Antão: “Governo massacra psicologicamente os trabalhadores da fábrica de queijo”

20/10/2016 07:51 - Modificado em 20/10/2016 07:51
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queijo (2)Trabalhadores da fábrica de queijo do Porto Novo, com 11 meses de salários por receber, ainda aguardam uma medida por parte do Governo. O Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA) diz que os mesmos estão a passar por “um autêntico massacre psicológico” e acusa o Governo de não honrar os compromissos assumidos e que passam pela resolução dos vencimentos em atraso.

 

“Uma situação extremamente grave que urge resolver pelos estragos do ponto de vista social que está a causar às dez famílias que dependem desse salário para sobreviver”, diz Carlos Bartolomeu, Secretário não-permanente do SLTSA e relembra que os trabalhadores nunca foram oficialmente despedidos e os mesmos comparecem todos os dias úteis no local do trabalho.

Bartolomeu assegura que o Governo não está a cumprir o prometido, visto que em Julho, o Ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, de visita a Santo Antão, prometeu resolver o problema dos salários desses operários que “continuam à espera” e esclareceu que a fábrica de queijo chegou a esta situação dramática devido à “má gestão” uma vez que não houve qualquer investimento na fábrica desde 2013.

A advogada do SLTSA já está com o caso em mãos e Bartolomeu adianta que os trabalhadores pensam entrar na justiça com uma acção de despedimento colectivo de trabalho, alegando “justa causa”, assim como “falta de condições de trabalho” para fundamentar a acção contra o Estado de Cabo Verde.

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