Tarifa social electricidade e água: ADECO considera “só conversa” do Governo

19/10/2016 08:09 - Modificado em 19/10/2016 08:10

presidente adecoApesar do anúncio do Governo em adoptar tarifa social de água e electricidade aos consumidores de baixo rendimento, o Presidente da ADECO, António Silva considerou tratar-se de “só conversa“ do Governo e apela a regulação da própria reguladora Agência de Regulação Económica, ARE, exigindo atribuição de “preços reais” e a não transferência dos custos de ineficiência da para os consumidores.

 

De acordo com as novas tarifas, fixadas pela Agência de Regulação Económica a subida média de preços de electricidade e água na Electra fixou em 10,73% e 4,40%, um aumento de 2,32 escudos/quilowatts (kwh) e 14,07 escudos/metro cúbico (m3), respectivamente.

“As tarifas actuais são aberrantes. Os cabo-verdianos estão a pagar preços exorbitantes para os serviços de electricidade e água” defende o Presidente da Associação para a Defesa do Consumidor, ADECO, António Silva que considera a situação ainda mais desfavorável aos consumidores de baixo rendimento.

Os utentes da Electra receberam com insatisfação a informação do aumento das tarifas da água e da electricidade. O acréscimo deve-se ao ajuste na actualização dos preços dos combustíveis. De acordo com os entrevistados qualquer alteração nos preços dos serviços representa também consequências no custo de vida dos cabo-verdianos que “labutam todos os dias para conseguir o pão de cada dia para o sustento da família”.

Os preços da água e electricidade em Cabo Verde sãos as mais caros do mundo. Quem reconhece também é o Ministro de Economia e Emprego, José Gonçalves que considera de “ muito caro” os serviços de água e electricidade em Cabo Verde. Tendo em conta os problemas que isso trás as famílias com menor rendimento, Gonçalves pontua, “Está no programa do Governo e vamos tomar medidas para mitigar esse impacto nas camadas mais vulneráveis”.

Estabelecer tarifas sociais as camadas mais vulneráveis é uma das alternativas do Governo, assim o ministro José Gonçalves promete dialogar com a entidade reguladora e assegura que também reuniu com o Conselho de Administração da Electra onde saiu satisfeito e que propõe a separação da produção e da distribuição da Electra em duas entidades.

Por outro lado quem está incrédulo com estas medidas é António Silva, Presidente da Associação para a Defesa do Consumidor, ADECO, que considera tratar-se “só conversa“ do Governo e apela regulação da própria reguladora exigindo atribuir “preços reais” e não transferir os custos de ineficiência da Electra para os consumidores.

O presidente da ADECO acredita que as camadas mais vulneráveis são as mais prejudicadas. Assim sendo António Silva diz ter enviado uma nota a ARE solicitando explicações sobre as alterações nas tarifas.

  1. JOAO

    O PAICV tem legitimidade na qualidade de oposição, para criticar de forma construtiva, tudo o que condiciona as condições de vida das populações. Mas em Cabo Verde a verdade é esta: Sem querer defender o MPD (poder), os Partidos só vejam as coisas más quando estão na oposição. Estando no Governo tornam-se “cegos”. A população cabo-verdiana sofreu tanto com o PAICV no governo durante 15 anos, exceptuando os militantes mais próximos. Hoje, o MPD é governo mas as coisas parecem também complicadas. Só o futuro dirá.

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