Manuela Vieira: “Uma mãe que pede igualdade e oportunidades para os deficientes”

19/10/2016 08:02 - Modificado em 19/10/2016 08:02
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alexManuela Vieira é uma mãe orgulhosa do filho de 6 anos, Jorge Viera Batista, este com 8 meses de vida foi-lhe detectado uma Meningite bacteriana grave e hoje não consegue sentar, não fala, não anda, tem problema auditivo e não vê quase nada. A deficiência do filho fez só aumentar o amor, mas uma das coisas que Manuela pede é que haja igualdade na sociedade e oportunidades para os deficientes em Cabo Verde.

 

“As dificuldades são muitas e infelizmente aqui em Cabo Verde tendo em conta que não encontramos vários tratamentos básicos que ajudam para o desenvolvimento de uma criança como o Jorge, como fisioterapia de fala, terapia ocupacionais, fisioterapia irregular e pedagogos” diz uma mãe que apela pela igualdade e pela não descriminação.

O facto de Alex ter sequelas graves de meningite bacteriana, como atraso global do desenvolvimento neuro-psicomotor, e que depende totalmente de cuidados, “o meu filho é muito especial, porque apesar de tudo que ele passou, faz-me muito feliz e sinto-me uma mãe muito orgulhosa” acrescenta Manuela que não vê o filho menos ser humano do que as outras por crianças por ser deficiente, mas um menino que precisa de todo o apoio e dos mesmos acessos médicos.

A mãe conta que a vida tem sido complicada, sim, não nega uma vez que “Alex é uma criança dependente, que não consegue fazer nada sozinho por ser uma criança deficiente que adoeceu com 8 meses de vida, não tem uma boa visibilidade, não consegue segurar objectos, não brinca, chora com facilidade com pequenos toques principalmente na cabeça e eu como mãe solteira, sem trabalho e sem ajuda financeira do pai.” Assim sendo quem ajuda e muito são os avós maternos, porém o pai de Manuela era o suporte desta família, mas foi amputado as pernas devido a doença cronica (Diabete) e a sobrevivência de Alex “corresponde a uma pensão social que ele recebe mensalmente no valor de 4900$00 que não chega para nada, as vezes substituímos alguns medicamentos pela alimentação básica” assegura a mãe. Esta acrescenta que o sente mais falta é de um trabalho fixo e um suporte para ajudar o seu filho, porque Alex ainda hoje ele usa fraldas, necessita de uma alimentação regrada e com cuidado, para não engordar, garante que é difícil, mas que fará tudo ajudar o filho e “como mãe o que me faria feliz é ver a felicidade do meu filho, principalmente com saúde e ser tratado sem desigualdade” frisa Manuela, uma mãe que apela para um mundo igual e sem descriminação.

O Alex precisa de uma cadeira de rodas para melhorar o bem-estar desta criança e traga mais sorrisos para esta mãe que é orgulhosa de ser a mãe do filho que tem, assim quem quiser ajudar seguem os contactos:

email de facebook: vieira.nela@hotmail.com

– Manuela Vieira 9171037

– Gá (irmão de Manuela) 9394005

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