Exportações de Cabo Verde caíram 15,4% no terceiro trimestre – INE

18/10/2016 08:45 - Modificado em 18/10/2016 08:45
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porto grandeAs exportações de Cabo Verde caíram 15,4% no terceiro trimestre do ano em relação ao período homólogo de 2015, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE) Cabo-verdiano, indicando, entretanto, que para Portugal as vendas aumentaram de 7,6%.

 

Segundo os dados provisórios do comércio externo apurados pelo INE, no terceiro trimestre do ano, a Europa continuou a ser o principal cliente de Cabo Verde, absorvendo cerca de 98,5% do total das exportações.

Portugal ocupa o segundo lugar das exportações cabo-verdianas, com 18,6% do total, tendo o seu peso aumentado de 7,6%, em relação ao mesmo período do ano passado.

A Espanha lidera a tabela dos principais clientes de Cabo Verde, representando 75,9% do total das exportações, tendo o seu peso aumentado 17% face ao trimestre homólogo.

Segundo o INE, entre os produtos exportados por Cabo Verde estão os preparados e conservas de peixe que ocupam o primeiro lugar, representando 46,1%, os peixes, crustáceos e moluscos (35,2%), vestuário (10), calçado (6,3%).

Em sentido contrário, as importações cabo-verdianas registaram um aumento de 42,2%, com o continente europeu a continuar a ser o principal fornecedor do arquipélago, com 83,4% do montante total, contra os 74,2% registados no mesmo período do ano anterior.

O INE destacou o aumento das importações cabo-verdianas provenientes da África (128,1%) e uma redução das que tiveram como origem a América (-24,2%) e a Ásia (-21,5%).

Portugal lidera entre os fornecedores de Cabo Verde, com 46,5% do total, seguido da Espanha (13,9%), Países Baixos (5,8%) e China (4,3%).

No terceiro trimestre, Cabo Verde importou menos arroz (-15,1%) e combustíveis (-8,3%), enquanto que comprou mais caldeiras (93,2% de aumento), ferro e suas obras (87,5%), veículos automóveis (68,7%) e materiais têxteis (63,0%).

No terceiro trimestre, as reexportações do arquipélago caíram de 10,8%.

Segundo o INE, no mesmo período, o défice da balança comercial aumentou de 50,9% e a taxa de cobertura diminuiu para 40,5%, representando um decréscimo de 5,3 pontos percentuais face ao valor registado no trimestre homólogo do ano anterior.

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