Ataque a prisão paquistanesa permite fuga de 400 detidos

16/04/2012 01:04 - Modificado em 16/04/2012 01:04
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Cerca de 400 detidos fugiram neste domingo de uma prisão no Norte do Paquistão, depois de um ataque reivindicado pelos taliban paquistaneses.

Mais de 150 homens, fortemente armados, tomaram de assalto a prisão da cidade de Bannu, na província de Khyber Pakhtunkhwa, próxima das zonas tribais de Khyber e de Orakzai.

Ehsanullah Ehsan, o porta-voz do partido Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), partido dos taliban paquistaneses, reivindicou a operação. “Atacámos a prisão de Bannu e libertámos os nossos membros”, declarou Ehsan à agência AFP. “Nos próximos dias vamos dar mais detalhes. Mas por agora não vos darei números precisos”, acrescentou.

O ataque foi lançado às 1h (19h, hora em Cabo Verde) e durou cerca de duas horas, disse um alto responsável de segurança, com homens em carros e carrinhas pick-up e entrar no complexo, aos tiros e lançando granadas. “Escaparam 384 prisioneiros, incluindo insurgentes radicais”, acrescentou.

Segundo o ministro da Informação da província de Khyber Pakhtunkhwa, Mian Iftikhar Hussain, “pelo menos 20 detidos perigosos” estão entre os evadidos. Um deles será Adnan Rashid, antigo oficial da Força aéreo condenado à morte por um atentado contra o antigo Presidente Pervez Musharraf.

O ataque foi confirmado pela polícia. “Houve um ataque contra a prisão e detidos conseguiram fugir”, disse um alto responsável da polícia de Bannu, Iftikhar Khan. “Pelo menos três agentes da polícia ficaram feridos”.

Antes do ataque, a prisão de Bannu tinha 944 detidos. Recentemente, um grande número de insurgentes foi transferido para as prisões vizinhas de Kohat e de Lakki Marwat, transformadas em centros de internamento para a reabilitação de antigos rebeldes.

As zonas tribais do Norte do Paquistão, que fazem fronteira com o Afeganistão, são a base do TTP e de outros grupos, além de serem o presumível santuário dos quadros da Al-Qaeda, que aí treina as suas tropas.

Cerca de 540 ataques, a maioria suicidas, de taliban paquistaneses e de outros grupos aliados da Al-Qaeda mataram quase 5000 pessoas no Paquistão desde o Verão de 2007, quando os insurgentes se revoltaram contra Islamabad pelo seu apoio aos Estados Unidos na sua “guerra contra o terrorismo”.

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