Aumento salarial para 2017: Governo assobia para o lado

17/10/2016 08:13 - Modificado em 17/10/2016 08:13

Plasticine figure of businessman running upstairs the stacks of coinsNo último fim-de-semana o Governo e os parceiros sociais estiveram reunidos em sede de concertação social tendo em vista as linhas orientadoras do Orçamento de Estado para 2017. Oportunidade que os sindicatos tinham para trazer alguns assuntos para o novo Governo. Uma das questões levadas pela CCSL era a questão do aumento salarial entre um e meio e três e meio por cento.

 

Este aumento salarial, como já tinha sido afirmado antes à imprensa, tinha em vista a reposição do poder de compra das pessoas. Segundo a CCSL os trabalhadores perderam cerca de vinte e quatro por cento do seu poder de compra. Ainda na mesma linha da reposição do poder de compra, a CCSL sugeriu a atribuição do décimo terceiro mês de forma faseada.

O Governo, por seu lado, afirma que não haverá aumentos salariais no próximo ano, pelo que tudo vai ficar igual. “O fundamental é discutirmos. Não podemos ainda ter uma posição definitiva sobre o aumento salarial, sabendo que é do domínio da política de rendimentos e de preços que, por seu lado, está inserido em toda a política económica e orçamental. Vamos aguardar pelo Orçamento do Estado para avaliarmos os efeitos de todas as políticas”. O Governo também fez saber que vai manter o Código Laboral que entrou em vigor em Outubro passado, pedido que a UNTC-CS esperava numa resposta positiva do Governo, por acreditar que coloca em questão direitos adquiridos dos trabalhadores.

“O pressuposto não é só garantir a melhoria das condições daqueles que já estão a trabalhar, mas também de poder garantir emprego e trabalho para aqueles que não estão a trabalhar”, afirmou a Ministra Janine Lélis em representação do Governo.

Essa posição do Governo não deixa satisfeito não só o sindicato que reivindicou o aumento salarial, mas também várias pessoas entrevistas sobre a questão. O aumento salarial é feito em percentagens mínimas, entre um e meio e três e meio por cento, como acontece neste último caso, enquanto que o aumento dos preços tem sido uma realidade. As contestações sobre o aumento dos preços dos produtos não são novidade. E vai valendo a frase “a comprar, só o que se pode pagar”.

O sentimento sobre o aumento dos preços é generalizado. “Antes você ia para a loja com mil escudos, e comprava à vontade, mas hoje, mil escudos já não dão para fazer nada”, argumenta Rosa Delgado, de Espia. O mesmo sentimento é partilhado por José da Cruz, de Ribeirinha, que afirma que já não é novidade que os preços têm aumentado de forma contínua e que o dinheiro tem saído pouco. O sentimento do aumento dos preços não é um sentimento novo, mas está claro que as pessoas têm sentido o aumento dos preços.

“Neste momento tudo sobe: os preços da água, da energia. A única coisa que não sobe é o salário”, exterioriza Anilton Monteiro, de Bela Vista. O mesmo mostra-se frustrado pelo não aumento dos salários, algo que diz que já não vê há muitos anos. Com a posição do Governo em não realizar aumentos salariais em 2017, fica o sentimento de frustração. “A vida está cada vez mais difícil e não aumentar os salários complica as coisas quando tudo não pára de subir”, avança.

Se o aumento salarial chegasse a acontecer, seria em números pequenos, mas seria bem-vindo. “O aumento salarial não é muito mas ajuda de alguma forma, porque nestes tempos, qualquer coisa ajuda”, diz Jailson Gomes, de Fonte Francês. “O Governo tem de pensar em aumentar os salários, mesmo que seja pouco porque as pessoas precisam de ter mais rendimentos, já que tudo está cada dia mais caro”, reflexão feita por Alcídia Delgado que acrescenta que mesmo que o Governo não realize o aumento salarial em 2017, espera que em 2017 possa criar um plano para que possa acontecer em 2018, porque até lá “as coisas vão estar muito mais difíceis do que estão hoje”.

Segundo as entrevistas, as pessoas precisam de mais rendimento porque nada está fácil com o aumento dos preços dos produtos, assim como da água e da energia que aumentam todos os dias.

 

 

  1. É visivel o aumento dos preços dia após dia, e o governo do Paicv nada fez, deixando pessoas sofrendo tendo em conta a sua politica era só construir betão esquecendo o povo trabalhador aumentando ao mesmo tempo vicios de pobreza e criminalidade. Os funcionários vem perdendo o seu poder de compra há muito tempo e as coisas estão ficando feia cada vez mais dificil e já agora com novo aumento anunciado de electricidade e água. Portanto é urgente que o novo governo resolvesse essa questão porque as pessoas estão ficando cada vez mais pobres, e baixo poder de compra

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.