Dívida pública de Cabo Verde passa a estável, mas continua elevada

14/10/2016 07:52 - Modificado em 14/10/2016 07:52

bcvNa última semana, Cabo Verde viu a China perdoar-lhe a dívida e, agora, a Standard&Poors a alterar a perspectiva do rating da dívida pública de Cabo Verde de negativo para estável. 

 

A perspectiva positiva que se espera para o aumento do crescimento económico e da melhoria na performance da política orçamental, segundo a agência de rating, vai contribuir para a estabilização do elevado nível da dívida pública.

Apesar da melhoria no rating estima-se que a dívida pública vai atingir os 125 por cento do PIB até ao final do ano, fazendo com que o país seja o sexto país mais endividado, dentro dos países classificados pela agência. Em nota enviada, o Governo explica que parte da dividia é concessional, com maturidade alargada e baixas taxas de juro. E cerca de três quartos da dívida está denominada em moeda estrangeira, o que se traduz num risco para a economia. Haverá ainda “uma maior pressão sobre as finanças públicas à medida que o período de carência expirar e as amortizações das dívidas aumentarão nas próximas décadas”. A qualificação do país para pais de rendimento médio tornou mais difícil o acesso aos créditos concessionais.

“Os dados sobre o défice orçamental contribuíram para a melhoria da classificação do rating de Cabo Verde, que segundo a indicação da agência de rating pode situar-se à volta dos 3% durante o período de 2017-2019”.

No segundo semestre de 2016, o PIB cresceu justificado pela melhoria na dinâmica do sector do turismo e também pelos investimentos planeados para a construção de diversos hotéis no país.

Apesar dos dados apontarem para uma melhoria da economia, a Standard & Rating chama a atenção para um conjunto de riscos que condicionam a economia e o nível no rating que se prende com a situação débil das empresas públicas, a evolução negativa da inflação, a fraca flexibilidade da política orçamental, e ainda uma situação externa fragilizada.

Cabo Verde viu a sua posição melhorada, e ainda pode melhorar mais no futuro, mas “caso as expectativas para o crescimento e a consolidação orçamental não se verifiquem, o nível de rating será baixado”.

  1. Nita Fortes

    … e não vai mudar tão cedo. O que mais revolta é a acumulação delas para emprego sem descernimento. Comem uns pagam todos.
    Se que se mudou de Governo para tocar a mesma sinfonia?

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