Doentes mentais tendem a aumentar na cidade da Praia

11/10/2016 08:36 - Modificado em 11/10/2016 08:36
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Doente-mentalO número de doentes mentais que deambulam frequentemente nas ruas da cidade capital do país tende a aumentar, considera algumas pessoas entrevistadas por este jornal. A situação repete se um pouco por todo o país e tornou se preocupante pois em maior numero esta a camada jovem. 

 

O número de pessoas que sofrem de doenças mentais em estado avançado aumenta nas avenidas da capital praiense. Trata-se de uma situação que tem preocupado os responsáveis pela saúde pública que tem trabalhado em políticas de controlo do problema, embora tem-se revelado insuficiente.

São vários os doentes que andam em todas as ruas da cidade muitas vezes em condições desumanas. Durante a reportagem na zona de Fazenda, presenciamos um episódio verdadeiramente triste e lamentável. Um doente mental com o órgão sexual a mostra no meio da rua escapou de ser atropelado por uma viatura. O condutor nem se quer parou e continuou a sua viagem sem se importar com o doente ou com as pessoas que o alertava para o perigo.

A presença de doentes mentais cresceu significativamente, na capital do país. Segundo uma fonte deste jornal, nos últimos tempos reduziu a assistência por falta de apoio institucional.

Apesar das tentativas para controlar o problema, as políticas não tem conseguido responder a esta nova demanda de doentes mentais.

A cidadã Maria de Loudes que se mostra preocupada com a situação adianta que com o número de doentes mentais a aumentar é necessidade mais ajuda de modo a proporcionar possibilidades para que o Hospital da Trindade possa aumentar sua capacidade de acolhimento e assim, receber mais doentes evitando que estes deambulam pelas ruas.

Junto ao mercado de Sucupira deparamos com algumas pessoas portadores de doença mental, entre mulheres e homens. Segundo informações esses doentes moram na rua e dormem no chão deste mercado expostos a vários riscos.

Conforme uma entrevista concedida ao Inforpress, o medico psiquiatra e  presidente da Associação de Promoção da Saúde Mental “A Ponte”, Daniel Ferreira, defende que “a saúde mental ainda não é uma prioridade em Cabo Verde.

O mesmo acredita ainda que “ se houver uma sociedade mais informada sobre a saúde mental, estaremos a promover a saúde mental. Apesar do trabalho desenvolvido existem vários problemas que têm a ver com estigmas, preconceito, marginalização e discriminação.

 

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