CN do PAICV: tempo de contar espingardas quando ninguém está distraído

10/10/2016 08:09 - Modificado em 10/10/2016 08:09
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PAICVO Conselho Nacional do PAICV reúne-se nos dias 15 e 16, na Cidade da Praia, para a análise da situação política no País, agora que se chegou ao fim do ciclo eleitoral com o pior resultado do PAICV desde 1991. Derrota nas legislativas de Março, hecatombe nas autárquicas e debandada nas presidenciais.

Júlio Correia, tido como “presidenciável” na disputa para dirigir o PAICV, disse à Inforpress que “espera um debate profundo e muito sereno” sobre os resultados das recentes eleições em Cabo Verde. E que a principal preocupação passa por “mobilizar os militantes e amigos” em torno do partido. Mas todos sabem que o tempo no PAICV é de contar espingardas, medir forças entre os possíveis candidatos a disputar a liderança a Janira Hopffer Almada.

Correia diz que não defende eleições antecipadas: “Não me alinho com aqueles que estão a defender eleições antecipadas no seio do partido. Os mandatos são para serem cumpridos”. Mas esquece-se de dizer que o PAICV tem de resolver o imbróglio que JHA arranjou ao colocar o cargo à disposição. E que esta opção, de acordo com vários dirigentes contactados pelo NN, não existe nos estatutos do PAICV: “ninguém sabe o que é que significa o presidente do partido pôr o cargo à disposição. Isso não existe”. Defendem que o que o estatuto prevê é o pedido de demissão. E, nesse caso, devem-se tomar todas as medidas estatuárias para se convocar o Congresso Extraordinário que irá eleger um novo Presidente: “a vacatura do cargo de Presidente não está contemplada nos nossos estatutos” – assegura a nossa fonte.

Mas este online sabe que mesmo que a situação de “colocar o cargo à disposição” fosse aceite com o pedido de demissão, não estão reunidas as condições para realizar o congresso extraordinário já. Isto porque primeiro é preciso fazer as eleições sectoriais dos órgãos, visto que a maioria já está para além do mandato.

E isso leva tempo, incluindo o necessário para a contagem de espingardas e também para sarar as feridas dos embates eleitorais.

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