São Vicente: porcos alimentados com resíduos da lixeira

10/10/2016 07:59 - Modificado em 10/10/2016 07:59

lixeira municipal de São VicenteA Lixeira Municipal de São Vicente é o local onde todo o lixo vai parar, desde os resíduos domésticos, hospitalares, das fábricas, empresas, restaurantes, entre outros, o que pode colocar em risco a contaminação de trabalhadores, afectando directamente o solo, os lençóis aquíferos superficiais ou subterrâneos e até mesmo os animais.

 

Com base numa investigação feita pelo NN no local, os indivíduos que recolhem os restos desses alimentos são desempregados e garantem que, para eles, é a única forma de auto-sustento.

De acordo com Kévin do Rosário, “recolhemos na lixeira um pouco de tudo, desde os restos de comida, aos metais como ouro, bronze, ferro, entre outros materiais”, e acrescenta que “os restos de comida recolhidos são colocados em baldes de vinte e cinco litros e, posteriormente, vendidos por cem escudos cada balde com destino à comida dos porcos”.

“Recolhemos os restos de comida e colocamos em baldes de vinte e cinco litros e depois vamos vender esses baldes na cidade para alimentação de porcos mas, às vezes, nem precisamos de nos deslocar até à cidade porque as pessoas vão ter connosco à Lixeira”, afirma Sténio.

Segundo Nelson Pires Rodrigues, “vendemos estes restos de comida para os porcos a pessoas conscientes… pois elas deslocam-se até à lixeira depois de termos recolhido toda a comida”.

Com base nas declarações obtidas através de algumas pessoas na ilha de São Vicente, as mesmas encontram-se preocupadas com a situação e apelam às entidades competentes para tomarem medidas urgentes.

De acordo com Maria da Graça, “é preciso uma maior fiscalização por parte das entidades competentes e da Delegação de Saúde a fim de haver uma maior consciencialização dos perigos que podem causar à nossa saúde”.

Segundo José Chantre, “ao recolher esses restos de comida, esses indivíduos estão a colocar em causa a saúde pública” e acrescenta que “é preciso a intervenção do Governo neste assunto”.

Maria da Luz, afirma que “é um risco para a saúde pública e que é um assunto muito delicado que necessita da intervenção urgente do Governo”.

  1. Nita Fortes

    Permitir que isso continue é a continuação de métodos antigos inaceitàveis agora que se sabe os danos que isso nos dà.
    Hà anos, muitos anos, na aldeia piscatoria de S.Pedro criavam porcos que não tinham muita saida porque a carne tinha o gosto de peixe. Hoje isso não pode acontecer de forma nenhuma.

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