Surto de diarreia e vómitos faz pacientes esperar mais de 4 horas no Hospital Baptista de Sousa

5/10/2016 07:14 - Modificado em 5/10/2016 07:14

Hospital Baptista Sousa_2O quadro, principalmente de diarreia e vómito, tem-se repetido nalgumas ilhas. Em São Vicente, com a chegada das chuvas, as moscas ressurgem e, com elas, as doenças sazonais, como o surto de diarreia, vómito, febre, dor de cabeça, dores musculares, que têm afrontado um número crescente de pessoas em São Vicente.

 

Nas últimas semanas, o hospital tem estado cheio. No principal hospital e único da ilha, os pacientes tiveram de esperar mais de cinco horas para serem atendidos, isto tendo em causa o sistema de atendimento Triagem de Manchester para receberem atendimento.

O HBS tem estado lotado diariamente com pacientes com queixas semelhantes. Todos os anos quando há chuva, o problema repete-se. Suspeita-se que o principal vector do surto é a mosca que proliferou nas últimas semanas, sendo o quadro dos sintomas a náusea, a diarreia e a febre.

Chegam constantemente pacientes apresentando os mesmos sintomas da virose, mas não se tem uma estatística do aumento de casos nos últimos dias, mas as informações é de que o número de pacientes com queixa da virose só aumenta.

Numa visita pelo hospital, os pacientes mostravam-se revoltados com o atendimento recebido. Conforme o NN apurou junto de alguns pacientes, estes dizem que ao chegarem ao hospital são logo chamados para aplicação da “maldita pulseira” e depois ficam muitas horas à espera de serem atendidos pelo médico, o que demora uma “eternidade”.

Maria da Luz que se deslocou por volta das 16 horas ao serviço de urgências do hospital devido ao incómodo provocado pelas dores, e que às 23 horas ainda estava no local, criticou duramente os médicos que demoravam mais de meia hora a fazerem uma chamada. “Chamam por alguém e se ele ou ela não está, aguardam uns momentos e fazem a mesma chamada e depois silêncio por largos minutos no intercomunicador”.

Ela diz que lhe foi colocada uma pulseira verde e que o tempo médio de atendimento era de 120 minutos, ou seja, pouco urgente, o que equivale a duas horas no máximo, mas teve de esperar para ser chamada quase cinco horas, porque precisava de medicação e não parava de ir à casa de banho regularmente.

Além dela, muitas pacientes também mostraram o próprio desagrado pelo tempo de espera o que classificam como falta de respeito pelas pessoas.

São necessários cuidados básicos de higiene, limpeza das mãos e protecção da comida. Estas são as recomendações para evitar o aumento dos casos de diarreia e vómito nesta época do ano.

  1. Alcidio delgado

    realmente estive nessa urgencia quando de ferias ja ha 2 anos, e um serviço muito lento. alias mas k lento. ainda por cima aparece aqueles favorzinhos dos amigos d enfermeiros ou trabalhadores , passa pa frente e se reclamas parece k te castigam. espero k melhore o serviço para bem do nosso povo. e minha opiniao! Alcidio Delgado, em MADRID

  2. Ana

    É uma tristeza esse banco de urgência do hospital Baptista de Sousa. Uma pessoa chege na urgência as 08 horas de manhas, é atendida pelo pessoal de enfermagem, colocam a pulseira verde (fora de perigo) e fica a espera quase 11 horas depois para ser atendida, alguns desistem de tanta espera e vao para casa sem serem atendidas. Um banco com dois médicos 24 sob 24 horas não pode estar nessas condições porque se um medico tem que dar 24 horas isso quer dizer que um paciente também tem que esperar 24 horas?? para ser atendido?. Havia pessoas na urgência de S.Pedro, Calhau, todos desistiram porque tinham que apanhar carro para suas zonas e era ate as 19 H. Sugiro que essas pessoas das zonas rurais quando vao para urgência deviam ser atendidas em 1º lugar para evitar constrangimentos e não poderem apanhar carro.

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