Tabaco falsificado aumentou 109%

2/10/2016 10:48 - Modificado em 2/10/2016 22:51
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tabacoA venda e consumo de tabaco ilegal mais do que duplicou entre 2014 e 2015 e uma parte significativa desta subida foi justificada pelo agravamento da carga fiscal que tem visado a generalidade dos produtos e de forma mais particular os cigarros e tabaco de enrolar.

De acordo com um estudo da consultora KPMG, para a Imperial Tobacco e mais três tabaqueiras multinacionais, depois de em 2014 o volume de cigarros ilegais ter baixado para 100 milhões (o número mais baixo desde 2009), registou uma subida para os 210 milhões em 2015 (mais 109%).

Esta evolução fez com que os cigarros ilegais tenham representado em 2015 cerca de 2,3% do consumo total deste tipo de tabaco. Um ano antes, pesava 1,1%. O comércio ilícito não se resume aos cigarros, sendo também um fenómeno com cada vez mais expressão no tabaco de enrolar, segundo revela o mesmo estudo que teve por base a recolha de amostras de maços de tabaco em vários pontos do país. Parte deste tabaco ilícito, revela ainda o estudo, está relacionado com o aumento de entradas vindas de Angola e também com fluxos crescentes de marcas brancas ilegais.

“Estes dados agora apresentados são mais um sinal de que em Portugal se verifica uma tendência de desvio de consumo de produtos legais para o comércio ilícito”, afirma Julio Pascual, diretor da Imperial Tobacco Portugal. O mesmo responsável acentua ainda que em outras categorias de tabaco, “nomeadamente o de enrolar, a situação também é preocupante”. O contrabando de tabaco tem um forte impacto ao nível das receitas fiscais. De acordo com o estudo da KPMG, se o volume de tabaco ilícito tivesse sido transacionado de uma forma legal, o Estado português teria arrecadado mais cerca de 35 milhões de euros.

O tema vai estar, hoje, em destaque no II Congresso contra o contrabando de tabaco, que vai reunir em Sevilha representantes das autoridades portuguesas e espanholas. Portugal será representado pelo subdiretor-geral das Alfândegas, António Brigas Afonso, e pelo tenente-coronel Paulo Messias, da Unidade de Ação Fiscal da GNR.

jn.pt

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