Dez multinacionais mais ricas do que 180 países

2/10/2016 14:41 - Modificado em 2/10/2016 22:48
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walmartRanking mundial cruza receitas dos países e das empresas e coloca Portugal em 97.º lugar.

Os chineses da State Grid, o maior acionista da Rede Elétrica Nacional (REN), são três vezes mais “ricos” do que Portugal. De acordo com um ranking que cruza as receitas das grandes multinacionais com as dos países, o grupo chinês gera 293 mil milhões de euros anuais, o que faz dele a 14.º maior potentado económico do Mundo, enquanto o nosso país ocupa o 97º lugar, com proventos de 80 mil milhões de euros.

O ranking foi elaborado pela Global Justice Now (Justiça Global Agora), uma organização não governamental com sede no Reino Unido que promove a luta contra a desigualdade e a pobreza, e revela que 69 das 100 maiores entidades económicas do Mundo são empresas multinacionais.

Mais ainda, as 10 maiores corporações privadas (uma lista que inclui marcas como a norte americana Walmart, a já referida State Grid, a Shell, a Volkswagen ou a Apple) somam receitas que, combinadas, são superiores ao rendimento dos 180 estados mais “pobres” (uma lista que inclui países como a Irlanda, Indonésia, Israel, Colômbia, Grécia e África do Sul).

Ainda assim, a lista dos mais “ricos” é claramente liderada pelos estados mais poderosos, com o Estados Unidos da América à cabeça (2896 mil milhões de euros de receitas anuais), seguidos da China (2161 mil milhões) e da Alemanha (1349 mil milhões). O Brasil surge em oitavo lugar, com proventos de 631 mil milhões de euros.

A empresa privada mais poderosa do Mundo, na perspetiva das receitas geradas, é a Walmart, uma multinacional do retalho, que surge em 10.º lugar na lista da Justiça Global Agora, com os seus 429 mil milhões de euros anuais de proventos (cinco vezes as receitas angariadas pelo Estado português), e um lugar acima da vizinha Espanha (421 mil milhões de euros).

O maior conglomerado empresarial de origem europeia é a petrolífera Shell, em 18.º lugar, com uma receita de 242 mil milhões de euros. A tecnológica Apple, a empresa mais valiosa do Mundo em termos de valor em bolsa, está no 25.º lugar, gerando proventos anuais de 207 mil milhões de euros (duas vezes e meia as receitas de Portugal).

Com a divulgação deste ranking a Justiça Global Agora pretende fazer pressão sobre os países que compõem um grupo de trabalho da ONU cujo objetivo é redigir um tratado internacional que vincule as multinacionais ao respeito integral de toda a gama de direitos humanos. Segundo Nick Dearden, diretor da ONG, “a enorme riqueza e poder das corporações está na origem de muitos dos problemas do mundo, como a desigualdade e as alterações climáticas”.

jn.pt

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