Kula Monteiro: novo seleccionador direcciona trabalho para a base

30/09/2016 08:30 - Modificado em 1/10/2016 11:52
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kula1Kula Monteiro, novo seleccionador de Cabo Verde, recebeu o convite com “humildade, responsabilidade e espírito patriótico”. Isto porque como, afirma, “quando é indigitado para assumir tal responsabilidade quer dizer que as pessoas confiam no seu trabalho e, por isso, há que trabalhar para além do que se fazia antes”.

 

Para uma conversa com o NN, encontramos Kula no seu habitat natural, no Polidesportivo de Oeiras, rodeado de crianças, rapazes e raparigas, a ensinar-lhes os fundamentos da modalidade. Neste ambiente, explicou a visão que tem, juntamente com a Federação, para o basquetebol nacional.

“Analisando o que a Federação pensa para o basquetebol nacional, o que pensam foi o que sempre aspirei e pensei a nível de basquetebol. A Federação tem uma ideia clara da forma como o basquete está e apresenta uma certa preocupação e uma visão de como deve estar. Precisa de uma certa responsabilidade e competência”.

A visão partilhada entre o novo seleccionador e a Federação, como explica, consiste num projecto para o ciclo olímpico 2017-2020, “com uma ideia clara do que deve ser feito”. O projecto centra-se em formar atletas, ou seja, formar o que o basquetebol vai precisar no futuro. Será dada muita atenção ao trabalho de base. Kula tem dedicado grande parte do seu trabalho à formação. Essa base de trabalho, como assegura, já existe. “Vamos desenvolver um trabalho agradável e trabalhar para amadurecer a comunidade basquetebolista para saber o que vai ser feito, sem colocar muitas expectativas”.

As prioridades do novo seleccionador, juntamente com a Federação, centram-se na estruturação do basquetebol nacional. “Reestruturar o basquetebol a nível nacional e a prioridade tem de ser a base e, assim, dinamizar todas as selecções. Não se consegue andar apenas com a selecção sénior. Quando não temos as selecções base dinamizadas para participar em competições, a selecção sénior pode envelhecer e a selecção cai”. Acrescenta que tem de haver um trabalho coordenado entre as selecções e os seus seleccionadores, planificado para saber onde querem chegar.

“Cabo Verde sempre teve muito potencial, mas nunca foi convergido e estruturado para trabalhar em prol da equipa mais importante que é a selecção sénior nacional. Vamos valorizar todo este potencial e vamos tentar trabalhar para chegar à excelência”.

Apesar da experiência conseguida ao longo dos anos, Kula acredita no trabalho e na visão partilhada e acrescenta também que vão continuar a aprender com aqueles que já têm mais experiência e trabalhar para “tornar o conhecimento nosso”.

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