Kré: nunca pensou em ser rapper mas agora é

29/09/2016 08:02 - Modificado em 29/09/2016 08:02
| Comentários fechados em Kré: nunca pensou em ser rapper mas agora é

kreKré é um jovem rapper mindelense que tem vindo a dar cartas no cenário musical em São Vicente. Com músicas destinadas à classe mais jovem tem amealhado vários seguidores. Conta com três trabalhos já lançados, sendo o último, “blood”, lançado ainda este mês. Como conta ao NN, não esperava ser hoje um cantor, visto que tudo começou de forma espontânea.

 

Tudo começou quando começou a sair com pessoas que gostavam do estilo de música rap. E começou porque o ambiente era bom e gostava de estar envolvido com os amigos que gostavam de rap. “Eu tinha um quarto onde nos reuníamos e começámos a dar os primeiros passos. Mas foi há dois anos que comecei a fazer com mais responsabilidade”. Depois de conhecer novas pessoas que já estavam no movimento há mais tempo, o gosto pela música tomou outro saber. “Nunca pensei em ser um rapper”, confessa, mas começou a entender. E aponta na sua voz a sua principal ferramenta que lhe abriu os caminhos.

“Dentro da música há muitos géneros, mas o rap é incrível, é outro mundo. É diferente de tudo. Cada um tem o seu estilo e eu não me canso de ouvir rap. E gosto muito de o fazer. Não consigo explicar”. Ainda está na fase de descobrir o seu caminho, como diz. “A minha música tem mais skills (formas de colocação de voz nos instrumentais) e vibe. A minha música é criatividade”.

Já conta com três projectos, todos sob o mesmo domínio, #9, uma vez que cada trabalho tem nove faixas. Mudando a designação, o segundo foi “ot level” e o último, “blood”. “É na mesma linha dos outros trabalhos de diversificar os temas e trazer criatividade”. Com este trabalho pretende inaugurar uma nova fase relacionada com as causas sociais, onde pretende, na senda do passado, ajudar algumas zonas de Santo Antão, promovendo shows com fins de beneficência.

“Sou de Vila Nova e andando nas encostas da zona para realizar algumas filmagens vi a situação das casas e das crianças e vi que há muitas pessoas que passam por necessidades. Vou fazer uma actividade com entrada de apenas cem escudos e doação de géneros alimentícios, vestuário ou outros itens”.

Até ao momento, avalia de forma positiva a sua presença no mundo musical com actuações em várias ilhas como São Vicente, Sal, São Nicolau, Boavista e Santo Antão. O próximo passo é conquistar o mercado da capital. “Sushi” foi o hit que lhe deu a projecção que tem hoje, como confessa, acrescentando que as críticas têm sido muitas. Único ponto que ressalta de que tem sido objecto de críticas negativas é o palavreado que usa. “Acerca das palavras que uso não consigo evitar e se tiro as palavras não vou ser eu. Faço música para mim e depois para as pessoas, que espero gostem”.

De momento tem marcado um show de lançamento do seu último trabalho no dia quinze de Outubro e o show de beneficência para o dia vinte e dois do mesmo mês.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.