Embaixada americana no Cairo palco de confrontos, navios de guerra a caminho da Líbia

14/09/2012 02:18 - Modificado em 14/09/2012 02:18
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Confrontos entre polícia e manifestantes frente à embaixada dos Estados Unidos no Cairo fizeram na quinta-feira, pelo menos, 13 feridos. Os protestos contra um filme sobre o islão começaram ainda de madrugada.

 

A polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes e veículos blindados foram destacados para o local, segundo as imagens transmitidas em directo pela estação de televisão pública. “Os manifestantes lançaram pedras e garrafas com explosivos sobre as forças de segurança destacadas para a embaixada”, disse o Ministério do Interior egípcio.

 

O Ministério da Saúde dá conta de, pelo menos, 13 feridos nestes confrontos que começaram de madrugada.

 

Na quarta-feira, o Governo egípcio tinha apelado à população para “conter” a sua “ira” face ao filme sobre o islão que está a causar vivas reacções no país.

 

Nesta quinta-feira, o Presidente norte-americano Barack Obama apelou aos líderes do Egipto para que cumpram os seus compromissos em matéria de protecção das delegações dos Estados Unidos e dos seus funcionários. Além disso, contactou também os líderes da Líbia para levar à Justiça os responsáveis pelo ataque ao consulado norte-americano em Bengasi que matou quatro pessoas, entre as quais o embaixador americano, Christopher Stevens.

 

EUA enviam navios de guerra para a Líbia

 

Os EUA enviaram dois navios de guerra em direcção à costa da Líbia, noticiou a agência Associated Press, citando fontes do Pentágono.

 

“Dois navios de guerra estão a aproximar-se da Líbia, mas simplesmente como uma medida preventiva”, disse um alto responsável norte-americano citado pela agência de notícias AFP. Esta movimentação não implica uma operação militar iminente, garantiu. “Os militares americanos realizam, regularmente, medidas de precaução em determinadas situações. Isso não só é lógico em certas circunstâncias como é uma medida de prudência.”

 

O embaixador norte-americano na Líbia, Christopher Stevens, foi uma das quatro vítimas mortais num ataque levado a cabo nesta terça-feira à noite por homens armados, que protestavam contra um filme que consideravam ofensivo para o islão.

 

Nesta quarta-feira, os Estados Unidos anunciaram ainda o envio de uma equipa de 50 Marines especializados na luta anti-terrorista para a Líbia. Além disso, o Presidente Barack Obama ordenou a revisão das medidas de segurança em todas as missões diplomáticas americanas. Um responsável americano precisou que os funcionários do consulado em Bengasi foram retirados do local e transferidos para a Alemanha.

 

Na sequência do ataque, Barack Obama considerou o ataque “ultrajante”, mas garantiu que as relações entre os dois países não seriam afectadas e que os EUA trabalhariam em conjunto com as autoridades líbias. “Não tenham dúvidas, a justiça será feita”, afirmou.

 

O consulado norte-americano em Bengasi foi incendiado durante o ataque. O embaixador Christopher Stevens, que estava a fazer uma curta visita a Bengasi e se encontrava no edifício da representação diplomática, morreu no ataque por inalação de fumo. Três outras pessoas – dois agentes de segurança do embaixador e um funcionário do consulado – também perderam a vida.

 

Ataque planeado?

 

Responsáveis da Administração Obama citados pelo Washington Post, consideram que o ataque ao consulado em Bengasi terá sido planeado e não se tratou de uma demostração de violência espontânea.

 

Pelo menos uma hora antes do ataque ao edifício norte-americano, testemunhas viram uma coluna de carros aproximar-se do local. Grupos de homens armados com armas ligeiras mas também lança-rockets saíram das viaturas e juntaram-se à população que se manifestava contra o filme anti-islão, disparando contra o consulado que depois tomaram de assalto.

 

 

 

 

publico.pt

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