O velho problema de abastecimento de água na Capital

27/09/2016 08:15 - Modificado em 27/09/2016 08:15

sem aguaHá mais de uma semana que vários bairros da cidade da Praia não vêem uma gota de água nas torneiras. Sem água nas torneiras, tanques dos chafarizes secos há vários dias, a situação complica ainda mais. Moradores de diferentes zonas percorrem longas distâncias na tentativa de conseguir “uma bóia de água”. O problema de abastecimento de água na capital do país arrasta-se há vários anos e acontece frequentemente sobretudo na época do verão.  

 

Após vários anos, os praienses ainda continuam a conviver e a reclamar de velhos problemas que não foram solucionados apesar das tentativas. O abastecimento de água tem sido um dos problemas para o povo da ilha de Santiago. Há uma semana, o problema da falta de água se agravou e a população com maior poder económico passou a depender dos autotanques para poder ter água em casa.

Segundo moradores, de muitos bairros da capital do país, a água não jorra em há mais de uma semana. É o caso das zonas periféricas, Vila Nova, Safende, Ponta d´Água e Calabaceira e ainda outras consideradas nobres como Terra Branca já dão sinal de fraca abundância da água. Em declaração ao NN, alguns cidadãos mostram-se preocupados com a escassez deste precioso líquido.

 No chafariz da zona de Vila Nova, vários foram as pessoas que se encontravam a porta com baldes a procura de água. Contudo segundo a funcionária, há cinco dias que não vendeu água pois o tanque secou e não sabe a previsão para voltar a ter água.

Bruna Pinto diz que reside na zona de Ponta d Água e há vários dias que não tem água por isso veio procurar esse bem no chafariz de Vila Nova, mas infelizmente percorreu o caminho em vão porque os moradores desta zona também vivem a penúria de água. “Quando não há água nas torneiras das casas, recorremos aos chafarizes, quando estes não têm ficamos de mãos atadas sem saber a onde recorrer”, relata Berta.

Eugénia Semedo que questiona o funcionamento das empresas públicas adianta que “ a empresa que tem a missão de levar a água às torneiras, mostra-se cada vez mais incapaz e longe de puder satisfazer as necessidades dos praienses”.

“Não é possível que os anos passam e as pessoas ainda queixam-se dos mesmos problemas que poderiam estar resolvido há muito tempo“, lamentou Moreira morador da zona de Safende.

A previsão para reverter o problema ainda pode durar alguns dias pois não há previsão para normalização. Diante desta situação os entrevistados se dizem agastados com a Electra empresa de distribuição de água na Capital.

  1. Titó

    Nos anos 90 foi assim e foi preciso que o PAICV subisse ao poder e em cerca de 2 anos tudo já estava a funcionar normalmente, salvo poucos casos – o que é normal – o MPD acabou de tomar o poder eis que chega a penúria. Será que ninguém se lembra da escuridão e falta de água daqueles tempos? Portanto aguentem sem reclamação. Ainda não viram nada, seus ingratos.

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