Presidenciais: uma semana para queimar todos os cartuchos

26/09/2016 07:53 - Modificado em 26/09/2016 07:53
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votoA campanha presidencial entra na sua última semana. Mais cinco dias para os candidatos exporem aos eleitores o porquê da sua eleição, deixando depois o resultado nas mãos do eleitorado. Depois de um início de campanha eleitoral atípico com chuvas e com um luto nacional pela morte do antigo Presidente da República, António Mascarenhas Monteiro, em que as candidaturas suspenderam as suas actividades, a campanha entrou numa velocidade de cruzeiro, na perspectiva de compensar o tempo “perdido”.

 

Os candidatos, todos, têm procurado passar a mensagem de serem a melhor solução para ajudar na resolução dos problemas dos cabo-verdianos e um guardião da Constituição. E, ao lado desta mensagem, a outra que tem prevalecido é a questão da concentração dos poderes, depois do MpD ter saído vencedor nas duas últimas eleições e estar a apoiar o candidato Jorge Carlos Fonseca nas presidenciais. O slogan de campanha de Albertino Graça de “mais equilíbrio” espelha a preocupação do candidato neste aspecto que trouxe para a campanha. Joaquim Monteiro, por seu lado, tem feito a sua campanha a par desta questão e tem procurado demonstrar o porquê da necessidade da sua eleição ao cargo.

Jorge Carlos Fonseca é o único candidato que tem apoio partidário, uma vez que Albertino Graça afirma que a sua candidatura é a “verdadeira candidatura da cidadania” e Joaquim Monteiro auto-denomina-se como o “candidato do povo”. Estes dois últimos candidatos não têm apoio partidário.

A campanha e as pessoas

As campanhas legislativas e autárquicas são partidárias enquanto que a campanha presidencial é individual. O clima é totalmente diferente, “mais calmo e mais sereno”. As pessoas entrevistadas pelo NN sobre as presidenciais têm acompanhado a campanha nos órgãos de comunicação social. E a calmaria das presidenciais sem o rebulício das outras eleições deixaram as pessoas satisfeitas porque foram “muitas eleições num só ano”, como diz Vera Andrade.

Os candidatos estão sempre em viagem e são os grupos de apoio que fazem o trabalho de terreno dos contactos porta a porta para levarem a mensagem do candidato. “Depois das outras eleições, ainda bem que estas estão a ser menos barulhentas”, diz Renato Silva. Ele avança que, às vezes, as eleições tornam-se em todo o lugar numa confusão e sente-se mais confortável com uma campanha “com menos barulho e confusão”, como aconteceu nas anteriores. “A Campanha tem ido bem, tenho seguido os candidatos, tudo normal até agora”, diz Bruno Almeida.

A campanha eleitoral, como afirmam as pessoas, tem decorrido na normalidade, estando a cidade calma sobre as eleições. O ponto salvaguardado por Joana Santos relaciona-se com o facto dos candidatos estarem a focar mais na própria campanha do que a agredir os adversários. E, para ela, é uma postura correcta para quem quer ser Presidente da República. “Nas campanhas em Cabo Verde, as pessoas procuram atingir mais os adversários do que demonstrar as suas ideias. E nas eleições autárquicas foi o que mais ouvi”, desabafa. Neste sentido, espera que a última semana seja da mesma forma. Esta linha de pensamento também é defendida por Kevin Andrade que elogia a postura dos candidatos.

Da campanha eleitoral fica até a calma e a normalidade com que tem decorrido, isto porque com duas eleições já realizadas e com uma a menos de um mês, Marcos Delgado diz que somente uma presidencial para acalmar o clima de eleição. E defende que com apenas um partido a apoiar uma candidatura, pode ter sido essa a razão da forma como a campanha tem decorrido até ao momento.

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