Joaquim Monteiro “Pessoas a passarem fome enquanto está a ser desenvolvida uma “metrópole”

23/09/2016 08:24 - Modificado em 23/09/2016 08:24

joaquim-monteiroNa ilha da Boavista, Joaquim Monteiro condena a forma como a população da localidade de Barraca que, segundo o candidato ao Palácio de Plateau, vive numa situação de extrema pobreza, com algumas famílias praticamente a passarem fome, enquanto que outros estão a construir uma autêntica “metrópole”, a poucos metros dali.

 

“Praticamente, constatámos o mesmo há pouco tempo no Sal: enquanto estão a ser desenvolvidas autênticas metrópoles, a pobreza cresce, com pessoas morrendo de fome e “apanhando” comida no lixo.

Para Monteiro, todo o desenvolvimento tem de ser pensado num plano de desenvolvimento nacional. Afirma que é possível pensar o desenvolvimento económico sem negligenciar o desenvolvimento social.

De acordo com o candidato esta é uma situação que precisa de ser resolvida o quanto antes. O mesmo diz ainda que se verificou a mesma situação durante a sua visita na ilha do Sal. Durante os contactos com a população, “Jack Monteiro” disse ter deixado uma mensagem de esperança à população e comprometeu-se, caso vença as eleições no dia 02 de Outubro, usar da sua influência, como alto magistrado da Nação, junto do Governo e também estabelecer contactos internacionais para resolver o problema.

Porque não podem continuar a viver no estado em que se encontram, precariamente. “Não podem continuar a viver no estado de extrema miséria. É muito lamentável no ser humano, ter-se que viver em barracões de latão”.

“Tem de haver solução”, assegura.

Como Presidente da República, promete exercer influência a nível da governação e contactos internacionais para arranjar uma solução de forma acelerada, para não deixar que a situação continue.

  1. Silvério Marques

    Há pessoas iluminadas. Chegam a uma Ilha, depois de 4 anos de ausência e ditam logo a sentença. No caso da Boa Vista, conheço muitos moradores da chamada Barraca, que ali vivem e que têm prédios de rendimento na Praia. Ou então, estão ali a pescar e moram na Barraca. Regressam dias depois a Santiago. Ou então os da costa africana que trabalham para mandar toda a economia para os países de origem. Sabem qual é o câmbio de 50 euros na Guiné Bissau ? Se derem casa a estas pessoas ou arrendam-na ou então moram ali pouco tempo e vendem-na. Tenho amigos da Boa Vista que lamentam o facto de muitos santiaguenses recusarem a estabelecer-se com a família na Ilha. Que tipo de fome estas pessoas passam ? donde são estas pessoas ?

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2017: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.