Cheias: Governo disponibiliza recursos

22/09/2016 07:34 - Modificado em 22/09/2016 07:34
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chuvasO Governo vai disponibilizar recursos financeiros e técnicos para resolver as situações emergenciais decorrentes das chuvas que têm caído nos últimos dias em todo o País e que provocaram já estragos, sobretudo, nas ilhas do Norte.

 

A garantia foi dada hoje em conferência de imprensa pelo Ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, adiantando que o executivo vai “imediatamente” tomar as medidas necessárias para, conjuntamente com as Câmaras Municipais, resolver as situações e repor a normalidade.

“Santo Antão é a ilha onde foram registadas situações mais graves. Trata-se de cortes de estradas devido, sobretudo, a derrocadas de muros e quedas de blocos de pedras e outros materiais, o que afectou fortemente o acesso a várias localidades nos três Concelhos da ilha”, apontou.

O governante adiantou ainda que houve danificação de muitas habitações, especialmente com inundações e queda de tectos, danificação de furos de água, estragos nas culturas agrícolas e sistemas de irrigação com maior incidência nos municípios de Ribeira Grande e Paul.

As estruturas municipais e as delegações do Ministério da Agricultura e Ambiente, segundo avançou, começaram a fazer a avaliação da situação lá onde já é possível, devendo a Ministra das Infra-estruturas, Habitação e Ordenamento do Território, Eunice Silva, deslocar-se à ilha de Santo Antão esta quinta-feira, 22, fazendo-se acompanhar por técnicos para, de perto, avaliar a situação.

“Com base num plano muito concreto, o Governo acordará com os municípios a afectação dos recursos financeiros e técnicos para resolver as situações verificadas o quanto antes possível”, disse, adiantando que só depois da avaliação no terreno é que se vai saber qual o montante necessário a alocar.

Em termos de balanço hídrico que é a parte positiva da queda das chuvas, Gilberto Silva disse que é bastante favorável, ou seja, os solos ganharam humidade suficiente para o desenvolvimento da cultura de sequeiro e das pastagens por um período de, pelo menos, mais três semanas.

“À excepção das zonas altas onde as culturas estão mais avançadas, a campanha agrícola vai ainda no início na maior parte do território onde se pratica a agricultura de sequeiro, mas se as chuvas continuarem em Outubro, haverá boas perspectivas de produção”, enfatizou.

Inforpress

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