Novo líder da ONU deve guiar-se «pelo exemplo de Gandhi e Mandela», diz Marcelo

21/09/2016 08:27 - Modificado em 21/09/2016 08:27
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marcelorebelodesousa1Marcelo Rebelo de Sousa defendeu esta terça-feira, na Assembleia-Geral da ONU a candidatura de António Guterres a secretário geral, citando Mahatma Gandhi e Nelson Mandela como os perfis que devem guiar o futuro secretário-geral das Nações Unidas.

«Estando em curso o processo de seleção do próximo Secretário-Geral das Nações Unidas, gostaria de exprimir os meus votos mais sinceros para que a pessoa que venha a ocupar este cargo tenha as qualidades humanas e profissionais à altura do desafio; que seja um congregador de espíritos e vontades e que se guie pelo exemplo dos valores e da abordagem que Mahatma Gandhi e Nelson Mandela sempre aplicaram na vida: indo para além do seu grupo ou círculo, e assim unindo e representando todos e não uma parte; que construa pontes; que saiba ouvir e tenha a sabedoria e capacidade de liderança inatas que lhe permitam tomar decisões em que todos se revejam e se sintam incluídos», disse Marcelo Rebelo de Sousa no final da sua primeira intervenção na ONU.

Terrorismo «não pode ser tolerado»
O Presidente falou de vários temas da atualidade, sobretudo o terrorismo e a crise dos refugiados, dando o exemplo de acolhimento de Portugal. Marcelo referiu que o terrorismo «não pode ser tolerado e a comunidade internacional, sob mandato das Nações Unidas, tem o direito legal e o dever moral de pôr fim a este flagelo», citando que ataques em Bruxelas, Mogadíscio, Orlando e o Paquistão devem ser encarados com a mesma gravidade.

«É através dos valores da paz, da tolerância, dignidade humana e solidariedade que devemos combater a radicalização e extremismo violento, bem como a xenofobia e o populismo demagógico que também ameaçam as nossas sociedades», disse.

«A vaga de emigração não pára de aumentar, por razões que se prendem essencialmente com a falta de oportunidades nos países de origem. Investir no progresso dos países em desenvolvimento é, seguramente, a melhor forma de contribuir. Portugal tem traduzido a disponibilidade desde logo manifestada no acolhimento efetivo de migrantes. Assim continuaremos a fazê-lo. Saliento a importância da promoção do ensino superior para refugiados em situações de emergência, de modo a evitar gerações perdidas. Portugal aceitou já mais de uma centena de estudantes universitários sírios e apela à participação de muitos mais países. A propósito do direito à educação, recordo que esta Assembleia adotou há 50 anos o Pacto Internacional dos Direitos Económicos, Sociais e Culturais e o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos. Apelo a todos os Estados-membros que ainda não o fizeram para que adiram a
estes relevantes instrumentos», comentou.

 

abola.pt

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