CPR do MPD pronuncia-se sobre os resultados das autárquicas

21/09/2016 07:30 - Modificado em 21/09/2016 07:30
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joão gomes Em conferência de imprensa o Movimento Para a Democracia fez o balanço das eleições autárquicas do passado dia 04 de Setembro, onde o partido saiu vencedor com uma maioria na Assembleia Municipal e maioria absoluta na Câmara Municipal.

 

De acordo com o coordenador do MPD em São Vicente, João Gomes foi uma vitória inequívoca do MPD com 52,93%. Resultado que conferiu neste caso 11 dos 21 eleitos contra 6 da UCID e 4 do PAICV e pela primeira vez em vinte anos, depois de MPD assumir a gestão em 2014 da câmara, o eleitorado lhe confere a maioria absoluta e lhe confere a totalidade dos mandatos, os 9 vereadores que compõem a Câmara municipal.

Outros números que também chamam a atenção, é a elevada taxa de abstenção, onde quase metade da percentagem dos inscritos se absteve de exercer o seu direito de voto, números que rondaram os 47,1 %. Por isso exorta os cidadãos a exercerem efectivamente o direito de voto, aproveitarem a oportunidade que a democracia lhes confere, de escolherem os seus governantes, não deixar que sejam outros a decidir por eles e apelar à participação massiva de todos nas eleições que se avizinham.

Questionado sobre o porque da demora deste pronunciamento, já que os resultados são conhecidos há mais de 15 dias, João Gomes explica que tal atraso deve-se ao facto de terem sido interpostos dois recursos ao Tribunal constitucional, pelas candidaturas do PAICV e da UCID, e conforme explica não punham em causa os resultados eleitorais, mas de forma legitima questionavam a atribuição dos mandatos. “Reclamavam que os resultados não permitiriam que o MPD colocasse os 9 deputados, mas antes 5 do MPD, 2 da UCID e 2 do PAICV e por recorreram dessa decisão e o partido esteve espera por este recurso, que não tiveram provimento”.

No recurso, segundo o coordenador do MPD discutia-se essencialmente de se incluir ou não os votos em branco, mas explica que de acordo com o número dois do artigo 233 do Código Eleitoral, havendo maioria absoluta já não se aplica o método de Hondt previsto no número 1.

“No entender das duas candidaturas, se incluísse os votos diziam que a candidatura do MPD não atingiria os 52,93%, mas sim 49,6 não atingiria os 50% e logo não haveria maioria absoluta.”.

Ainda durante o pronunciamento, agradece a forma cívica como as eleições ocorreram, da reeleição dos órgãos camarários.

Para tal a CPR do partido agradece aos militantes, e a população pela confiança depositada nos candidatos eleitos nas listas do MPD para a câmara e Assembleia municipais; encorajar os presidentes da câmara e da assembleia, bem como os vereadores e eleitos municipais, a assumirem as demandas dos munícipes, que de forma inequívoca manifestaram nas urnas, a preferência, pelas propostas do MPD e seus candidatos.

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