Presidenciais: Albertino critica actuação de Jorge Carlos Fonseca

20/09/2016 07:31 - Modificado em 20/09/2016 07:31

albertino_graca2016O candidato presidencial Albertino Graça continua as suas acções de campanha, depois de um início atípico da campanha eleitoral caracterizado pelas chuvas frequentes e pelo luto nacional pela morte do antigo Presidente da República, António Mascarenhas Monteiro.

 

O candidato, no início da semana, concentrou as suas actividades na ilha do Maio. Dos problemas dos cidadãos do Maio, o candidato exprimiu a vontade de colaborar na resolução dos mesmos. “Esperemos que muito proximamente o Governo encontre as soluções necessárias para dar resposta a estes problemas. De qualquer forma, se formos eleitos, faremos uma diplomacia de influência para resolver os problemas do Maio que atingem, principalmente, a juventude. Existe uma grande desmotivação no seio da juventude em relação aos seus problemas.

Durante o tempo de campanha, a atenção da candidatura esteve focada na actuação do adversário Jorge Carlos Fonseca enquanto Presidente da República e sobre o facto da sua suspensão de funções para se dedicar à campanha eleitoral. Numa forma de demonstrar “que não é o Presidente da República que proclama ser. E a título de exemplo, a questão da marcação das eleições e do timing da suspensão do mandato”.

A questão sobre a proximidade das eleições em que poderia ter usado a sua magistratura de influências, segundo Albertino Graça, e propor uma data que distanciasse as respectivas eleições. “Ninguém de boa-fé acredita que o Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, não tenha abordado este assunto com o Presidente da República. Por isso, até explicação conveniente, acreditamos que marcou o prazo que não chega a um mês, para beneficiar com o efeito contágio e contar com o cansaço também da falta de motivação da sua própria candidatura”.

Para Graça, as eleições poderiam ter sido marcadas para o dia nove, uma semana depois da data actual, mas a marcação “foi um expediente que respeitando à letra a lei, afasta todo o seu espírito, e também afasta o espírito democrático com que as decisões devem ser tomadas”.

Outra crítica à forma de actuação de Fonseca reside na sua suspensão. Para Graça, não tinha necessidade de suspender o mandato e acredita que deveria ter ficado no cargo e, de forma discreta, tutelar as eleições autárquicas. Acrescenta que colocou os destinos da Nação nas mãos de um cidadão que não foi democraticamente eleito para o cargo, que ficou com a responsabilidade do dossiê da nomeação de embaixadores, passando a responsabilidade para outra pessoa. Um assunto que não tem sido muito pacífico.

“Ninguém é perfeito, mas vou procurar manter o máximo das decisões e estarei atento à ordem natural das coisas e darei todas as explicações pelas decisões que vier a tomar”, termina Albertino Graça.

  1. manuel m. fernandes

    Doutor a sua narrativa não bate certo. A marcação das legislativas foi feita pelo Antigo Primeiro Ministro JMN. E a lei diz que as Presidênciais decorrem 6 meses após as legislativas. Seria bom que revesse a sua posição em relação a essas duas questões: por que a suspensão está nos termos da lei.

  2. Antonio

    Preso por ter e não ter o cão, se ele apresenta-se como candidato e ficar no cargo, andava este a dizer precisamente o contrário! apresenta propostas dignas aos Caboverdianos para podermos conhecer-te bem e deixa o Zona em paz, porque a ESMAGADORA MAIORIA JÁ SABEM DA CMPETÊNCIA, HONESTIDADE DELE !!!!

  3. Adriano Silva

    E as leis da República, nomeadamente, a Constituição, não são para cumprir, Senhor Candidato ? Então rasga-se tudo. Já houve candidatos ás Câmaras que não conheciam o Código Eleitoral. Desde 1995, que não se cumpre a lei, já que o substituto legal do Presidente da República em caso de vacatura, a suspensão de mandato é um caso típico, é o Presidente da AN. Quem quer ser respeitado, mesmo que não seja eleito não pode falar assim.

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