Criminalidade aumentou 1% a nível Nacional

15/09/2016 08:24 - Modificado em 15/09/2016 08:24
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criminalidadeCabo Verde continua a enfrentar problemas relacionados com o aumento das taxas da criminalidade urbana, o narcotráfico e o crime organizado. Segundo dados da Polícia Nacional, a criminalidade aumentou cerca de um por cento em todo o País.

 

A cidade da Praia ocupa o topo atingindo cerca de 9% no primeiro semestre, seguido da ilha de São Vicente. As autoridades estão preocupadas com o fenómeno que assola um pouco todas as ilhas. O Director Nacional da Polícia Nacional, Emanuel Estalino Moreno, diz ter notado algum abrandamento, mas a preocupação ainda persiste, de modo que vão apostar no trabalho de prevenção no sentido de poder reduzir o número e o sentimento de insegurança.

Um dos principais desafios para o País é o combate à criminalidade no sentido de devolver o sentimento de segurança à sociedade cabo-verdiana. Os esforços feitos até agora têm-se mostrado insuficientes, tendo em conta os registos de delinquência e violência criminal com tendência a aumentar a cada ano.

Prevalece o clima de medo nas ruas dos principais centros urbanos, principalmente na Praia e no Mindelo e tem suscitado preocupação das autoridades. O actual director Nacional da Polícia Nacional, Emanuel Estalino Moreno, avança que a nível do Comando da Praia, cidade da capital, registou-se um aumento à volta dos nove por cento, enquanto que a nível nacional, atingiu-se um aumento de cerca de um por cento. Trabalhar na prevenção é a aposta da PN no intuito “de poder reduzir o número da criminalidade e o sentimento de insegurança.

Numa abordagem feita pelo NN a alguns praienses, notámos um clima de insegurança mas também de alerta máxima. Muitos dos entrevistados acreditam que as pessoas devem andar armadas no sentido de prevenirem os assaltos nas ruas.

Florêncio Silva acredita estar a viver num País onde os “assaltantes são beneficiados, uma vez que a Polícia não dá importância aos registos de queixa deixando sem punição os criminosos”. O cidadão defende que “cada cabo-verdiano deveria ter o direito a uma arma de modo a assegurar a sua integridade física e os seus bens pessoais”.

“Não estamos seguros, podemos ser assaltados a qualquer hora e lugar porque não existe segurança”, afirma Eliana Correia, estudante universitária.

O último caso de violência gratuita ocorreu na última terça-feira onde um jovem foi agredido e morto à facada na zona de Terra Branca. O autor do crime ainda não é conhecido e a Polícia continua a trabalhar no sentido de identificar o assassino.

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