Presidenciais: Uma corrida a três

15/09/2016 08:15 - Modificado em 15/09/2016 08:15
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Palácio PresidencialEsta quinta-feira começa a corrida ao Palácio do Plateau. Três candidatos entram na luta para o cargo de Presidente da República. Jorge Carlos Fonseca tenta renovar o segundo mandato, enquanto que Joaquim Monteiro faz a sua segunda tentativa e Albertino Graça é um estreante nesta luta. Os três candidatos são oriundos do Norte do País.

Jorge Carlos Fonseca: à procura da renovação de mandato

Com o lema “Presidente Sempre Junto das Pessoas”, slogan idêntico ao utilizado em 2011, destacando o acréscimo do “sempre”, Jorge Carlos Fonseca parte à conquista do eleitorado. É o único candidato com apoio partidário. O MpD, como aconteceu em 2011, oferece o seu apoio ao candidato. Se tem a vantagem de ter apoio partidário, esta vantagem aumenta quando o PAICV, segunda maior força política do País, decidiu não dar o apoio a nenhum candidato, dando liberdade de voto aos seus militantes.

Como afirmou aquando da apresentação da sua candidatura, a motivação da mesma prende-se com a vontade de “continuar a colocar todo o conhecimento, toda a experiência e, sobretudo, todo o amor ao serviço dos cabo-verdianos”. E a vontade de exercer a sua influência e de dar o contributo a Cabo Verde para que haja um desenvolvimento sustentado, duradoiro e inclusivo.

A vontade de Carlos Fonseca é continuar o contacto com a população onde quer que ela esteja. O veto do Estatuto Especial dos Titulares de Cargos Políticos colocou o povo ao seu lado. Mas resta saber se esta simpatia vai ser suficiente para colocar as pessoas do seu lado.

Albertino Graça: “Candidatura da cidadania”

Albertino Graça afirma que respondeu ao pedido de várias pessoas de concorrer a estas eleições. O que o leva a afirmar que a sua candidatura é a verdadeira candidatura da cidadania.

O candidato tem-se destacado como Reitor da Universidade do Mindelo num dos maiores projectos de Ensino Superior do País. Apesar de ser a sua primeira corrida às presidenciais, Graça já teve uma experiência em 2004 quando concorreu, como independente, à Câmara Municipal de São Vicente.

O candidato buscou o apoio do PAICV nestas eleições, o que não conseguiu. Mas apoiando a sua candidatura como o candidato da cidadania vai em frente. E com o lema “mais equilíbrio”, procura buscar o equilíbrio entre os poderes políticos. As últimas eleições legislativas e autárquicas colocaram o MpD no auge do poder político. A sua candidatura tem em vista como um dos objectivos, equilibrar o poder no País, visto que o adversário Jorge Carlos Fonseca é apoiado pelo MpD. Numa das suas intervenções, afirmou que espera que o País não fique numa situação “pior do que a do tempo de partido único”.

Emanuel Spencer, na altura da entrega da candidatura de Albertino Graça, avançou que “o equilíbrio e a harmonia de todas as nossas ilhas, sem diferenças entre elas ou entre as regiões de Barlavento e de Sotavento” é a meta da candidatura.

Joaquim Monteiro: “o candidato do povo”

Joaquim Monteiro vê-se como o candidato do povo. Nas presidenciais de 2011 marcou a forma como fez a sua campanha. Com poucos recursos financeiros, o candidato privilegiou o contacto com as pessoas. E em 2016, o processo não vai ser diferente. Ele anunciou que cumpre uma promessa feita a Amílcar Cabral, e mesmo que não ganhe esta edição, vai estar presente nas próximas de 2021.

A mandatária da sua candidatura, Conceição Miranda, na hora da entrega da candidatura afirmou que “da outra vez ele tinha tido um score não muito bom. Ele quer continuar e estamos aqui. É uma candidatura singular e acho que ele vai pelo menos marcar a diferença”. Em 2011 ficou pela primeira volta e a vontade é conseguir fazer muito melhor nesta edição.

Joaquim Monteiro assume outra vez uma candidatura do povo. Em entrevista à RCV diz não precisar de bengala, não tendo atrás de si nenhum partido. Nesse sentido, rejeita a apoio partidário, invocando a Constituição segundo a qual a candidatura a Presidente da República é uma candidatura pessoal.

Para Monteiro, a questão é se as pessoas estão preparadas ou não e, nestas eleições, diz estar preparado para assumir o cargo. E fundamenta esta certeza na sua capacidade e formação que permitem dar um contributo ao País. Não presta atenção aos resultados de 2011 afirmando que o seu confronto é com o povo de Cabo Verde.

Esta quinta-feira os três candidatos iniciam o processo de campanha eleitoral até ao dia 30, uma vez que o dia 1 de Outubro é dedicado à reflexão.

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