Augusto Neves: “São Vicente também tem direito a usufruir dos recursos que o MCA coloca a disposição de Cabo Verde “

16/04/2012 00:57 - Modificado em 16/04/2012 00:57

NN continua a fazer o balanço da gestão de Augusto Neves á frente da CMSV. Falamos de abastecimento de água e saneamento. Neves diz que a população reconhece o esforço que a CMSV tem feito para ajudar as populações. Queixa-se da falta de solidariedade do Governo e exige: “que no âmbito do novo pacote do MCA São Vicente seja contemplada com obras estruturantes e uma delas é um aterro sanitário”

Qual era a situação, na questão da água e do saneamento, quando no início do mandato quando assumiu a Câmara e a situação actual?

Eu acho que nos últimos anos temos melhorado bastante relativamente ao nível das ligações ao esgoto assim como na limpeza pública. Os munícipes reconhecem que temos feito um esforço enorme no sentido de manter a cidade limpa, no sentido de poder chegar com a rede pública de esgotos as casas. Obviamente que a Câmara não fazer tudo ao mesmo tempo. Mas temos vindo a fazer um esforço, e muitas de forma gratuita. Isto no caso de pessoas carenciadas, a quem a CMSV tem feito de ligação directa a rede de esgotos.

No caso da recolha de lixo somos um exemplo em Cabo Verde, porque investimentos dinheiro e recursos para ter uma recolha eficiente do lixo. Temos uma cidade limpa, mas queremos. Os munícipes reconhecem que fizemos muito, mas queremos fazer mais. Nomeadamente a nível da educação ambiental e numa maior consciencialização do munícipe. Pois subsistem algumas situações, por exemplo o uso de pardieiros e casas abandonadas como retretes. Mas, vamos continuar a trabalhar com o intuito de proporcionar a família sanvicentina uma melhor qualidade de vida.

E a situação da distribuição de água?

É verdade que é um problema grave, em particular, nas zonas que resultaram em aglomerados populacionais que nasceram das construções clandestinas e vosso jornal tem relatado a angústia e as revindicações dessas famílias. Mas o problema do abastecimento de água a cidade do Mindelo, em particular, as novas zonas que nasceram na periferia é um problema que a CMSV não consegue resolver sozinha. Neste caso com uma maior solidariedade do governo mais famílias teriam água da rede em casa. Mas o Governo como é sabido sempre virou as costas aos pedidos de colaboração que temos enviado. Prefere usar esse problema como moeda eleitoral e em tempos de eleições acena com uma tantas ligações, mas não tem um plano para resolver esse problema. Temos procurado outros parceiros, mais sensíveis, como é o caso da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que vai financiar a ligação de água potável a seiscentas famílias. Este projecto que também conta com a participação da ELECTRA já arrancou. E vamos continuar a procurar parceiros para resolver o problema do abastecimento de água. È certo que fizemos muitas ligações. Mas não estamos satisfeitos. Não podemos aceitar que pequenas comunidades que ficam apenas a três ou quatro quilómetros do cento da cidade não tenham água canalizada ou que as pessoas tenham que andar muitos metros para comprar uma lata de água. Levar água e o saneamento as casas da periferia é um desafio que assumimos para o próxima mandato. Não queremos apenas acabar com as casas de lata. Queremos que as novas casas tenham água e esgotos ligados a rede. Mas algumas comunidades reclamam do encerramento de algumas sentinas, o que piora a sua situação, pois têm que comprar a água a particulares

É verdade que fechamos algumas sentinas. Mas estão a ser reparadas e vão ser reabertas. Para além disso vamos construir seis sentinas e fontenários em zonas com Cruz de Papa, Chã de Alecrim, Ribeira de Craquinha, Ribeirinha, zonas que precisam urgentemente Vamos construir com o apoio da embaixada do Japão. Este projecto vai melhorar consideravelmente a qualidade de vida nessa comunidade. Sabemos que as famílias necessitam de água e estamos a fazer um esforço para que antes do verão esteja concluído. E a distribuição das águas nesses fontenários para as famílias mais carenciadas

Temos continuado a lutar nesse sentido relativamente aos apoios as famílias na distribuição de água. Por exemplo a Câmara Municipal há um ano e meio adquiriu mais um autotanque. Temos neste momento 72 sentinas e é a Câmara Municipal que faz a distribuição diária de água. Temos muitos locais onde a Electra ainda não chegou. São muitas sentinas e muitas pessoas e as vezes temos dificuldades no abastecimento. Ainda nos últimos dias estivemos atrás de uma bomba porque um dos carros avariou. A população sabe que fazemos um esforço enorme no sentindo de lhes levar esse bem precioso.

E a questão do aterro sanitário?

A necessidade de um aterro sanitário é uma velha exigência da CMSV. Um projecto dessa natureza só pode ser realizado com o financiamento do Governo. E este vem fazendo orelhas moucas a este pedido da Câmara. E voltamos a exigir que no âmbito do novo pacote do MCA São Vicente seja contemplada com obras estruturantes e uma delas é um aterro sanitário. O Governo não pode usar esse recurso de forma discriminatória como te feito até agora. O Governo não pode virar a cara só para Santiago e pronto. Nos também somos cabo Verde e temos direito de usufruir dos recursos que a comunidade internacional coloca a disposição do País.

 

 

  1. Ladjana

    Concordo Contigo, Dr. Augusto.
    E´pena termos um Governo e Deputados que só pensam na Ilha de Santiago.

  2. djoni

    o senhor augusto e grande palerma.e ca sabi nen kuze ke sa ta fala.e pa dexal dia ke poi pe na capital,pes dal un bon casu-body, pe podi conxi badiu mas dreto.pamo inda e ca conxi.o sinao e pa panhal pa mandal ba fica la pa guine djunto ku madjakus,pe dexa caboverde em paz.pamo el e kre poi caboverdianos na guerra

  3. Gerry Ferreira

    Desculpa de mau pagador. Passou todo o mandato a queixar-se do governo, ou seja, a fazê-lo publicidade gratuita.Pior é que por detrás dessas quiexas, está uma inequivoca e cristalina incompetencia por parte da actual equipa de governança desta Camara.Muito fraquinha. Se for o lider a montar a equipa espera-se uma coisa melhorzinha. Sendo o partido, estamos condenados. Uma vez mais será a troca de favores em detrimento dos superiores interesses desta ilha.

  4. EANS

    Sr Presidente
    Se por um lado diz que muita coisa foi feita, por outro, deixa muito a desejar na questão da limpeza e saúde pública.
    Na zona da Ribeira Bote temos proliferação de cães vadios, a TCV fez duas reportagens sobre o assunto e ninguém fez nada; restos de materiais de construção deixados ao acaso, ninguém é responsabilizado; lixo colocado na rua antes da chegada do camião de recolha e depois espalhado na rodovia pelos cães vadios, ninguém toma conhecimento; lançamento de águas sujas (água misturada com urina e fezes) na via pública, ninguém toma medidas…muitas vezes é acionado o telefone 8002020 (fiscalização), ninguém responde.Afinal, para que servem os fiscais???

    Sugestão: calendarizar visitas dos fiscais (a pé) às diferentes zonas pelo menos de 15 em 15 dias, para se inteirarem dos problemas que afetam a população e reportar através de relatório aos respectivos gabinetes.

  5. Nós, os operadores na area do turismo estamos sem interlocutor neste Municipio. Depois que o Sr. Titota, socio do presidente, declinou o convite para esta pasta, nunca mais se soube quem é o responsavel. Nas proximas eleições votarei na equipa que eu julgar mais competente, já que os programas e as promessas são todos iguais. Competencia é o que não falta em S.Vicente. Só que os caciques do partido não deixam. Eles comem tudo e não deixam nada.Haja coragem para privilegiar a capacdade e as prioridades da ilha. Gente com prova dadas e experiencia comprovada. Renovação a 90% é o slogan.

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