Joaquim Monteiro acredita que Cabo Verde seria melhor governado com a existência de referendos políticos

14/09/2016 07:15 - Modificado em 14/09/2016 07:15
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joaquim-monteiroJoaquim Monteiro candidato a Presidência da República, com o lema “Um verdadeiro candidato do povo cabo-verdiano”, a concorrer pela segunda vez para as presidenciais de 2016, questionado sobre a implementação de um Parlamento bicamaral em Cabo Verde, concorda com a sua efectivação, mas defende que esta é uma matéria que deveria ser processada com bastante cautela, apesar de não se posicionar como deve ser processada. Nisto o candidato oriundo de Santo Antão deixa tudo para depois das eleições, pois acredita na sua vitória no dia 02 de Outubro.

O candidato a Presidência da República deixa uma chamada de atenção aos cabo-verdianos, para que não aceitem fraudes e para que o povo seja o próprio fiscal do seu voto.

No entanto discorda da possibilidade do Presidente da República ser eleito de forma indirecta, com a existência de um Parlamento com duas câmaras. Isto porque acredita que é o “povo que deve ser sempre quem de forma universal elege o seu presidente. É a única eleição onde o povo cabo-verdiano terá essa soberana oportunidade de dizer, este é o meu presidente, não é o presidente do partido A, B ou C”, esclarece Joaquim Monteiro em entrevista à RCV, no programa Discurso Directo

Na mesma linha, para este candidato, se um presidente for apoiado durante a campanha por um partido, não é um presidente do povo, mas sim do partido que o ajudou a se eleger, “não é e nem pode ser. Ele é o presidente do partido que o elegeu. Assumiu um compromisso com este partido e não com o povo” assegura Joaquim Monteiro. Ainda cita o antigo primeiro ministro, José Maria Neves e afirma que uma candidatura a presidente da República é uma candidatura pessoal.

Regionalização

Sobre a regionalização, Monteiro defende uma regionalização politica, com subdivisão das autarquias de forma a criar um maior dinamismo a nível nacional. Este defende ainda, que deve ser feita uma reformulação sobre a existência dos 22 municípios, e para isso a solução seria deixar que o povo decida através de referendo. “Porque a melhor forma de administrar um povo é através do referendo”.

A campanha eleitoral, à semelhança de 2011 será porta-a-porta tendo em conta os parcos recursos para sustentar as acções de campanha.

Para além de Joaquim Monteiro estão na corrida ao Palácio do Platô o presidente cessante, Jorge Carlos Fonseca, que concorre à sua própria sucessão e Albertino Graça, actual reitor da Universidade do Mindelo.

Joaquim Monteiro, 75 anos é natural de Coculi, ilha de Santo Antão, reformado e ex-combatente da ”Liberdade da Pátria”.

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