Porto Novo: Trabalhadores da fábrica de queijo vão entrar com acção de despedimento colectivo

13/09/2016 08:15 - Modificado em 13/09/2016 08:15
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fabrica queijoOs trabalhadores da fábrica de queijo do Porto Novo, Santo Antão, com cerca de 10 meses de salários em atraso vão, “em breve”, dar entrada nos tribunais a uma acção de despedimento colectivo de trabalho, alegando “justa causa”.

A informação foi avançada hoje pelo Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA), no qual estão filiados os trabalhadores da fábrica de queijo que, além do atraso no pagamento dos salários, alegam ainda “falta de condições de trabalho” para fundamentar a acção contra o Estado de Cabo Verde, dono dessa unidade fabril.

“Confirmo que vamos entrar com uma acção junto do Tribunal da Comarca do Porto Novo a pedir o despedimento colectivo dos trabalhadores da fábrica de queijo com justa causa. Motivo: atraso salarial”, avançou à Inforpress o líder do SLTSA, Carlos Bartolomeu.  

Explicou que, além dos ordenados em atraso, os dez trabalhadores vão pedir uma indemnização ao Estado pelos anos de serviços prestados nessa unidade agro-alimentar, instalada em 1998.

Este sindicalista lembrou que, em Julho, o Ministro da Agricultora e Ambiente, Gilberto Silva, durante uma visita à fábrica, prometeu resolver a situação dos trabalhadores mas, até agora, desconhece-se qualquer medida governamental nesse sentido.  

“O Ministro ficou de resolver essa situação mas até agora nada, objectivamente falando”, notou Carlos Bartolomeu, que disse ter já efectuado vários encontros com o delegado do MAA no Porto Novo, Joel Barros, sem quaisquer resultados práticos.  

Os trabalhadores da fábrica de queijo do Porto Novo já haviam admitido, em finais de Agosto, a possibilidade de recorrerem aos tribunais como forma de levar o Governo a resolver o problema dos salários em atraso que, constantemente, nos tem afectado.

A fábrica de queijo do Porto Novo encontra-se em situação de abandono, com os trabalhadores constantemente privados dos seus salários, uma situação considerada “dramática” pelo SLTSA.

O Ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, aquando da visita à fábrica, considerou que a situação a que a mesma chegou, se deve à “má gestão” dessa unidade que  não recebeu, desde 2013, quaisquer investimentos.

O governante lamentou o facto da fábrica ter sido abandonada nos últimos três anos e anunciou, na ocasião, que o Governo estava a ponderar privatizar essa empresa ou a sua concessão aos trabalhadores.

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