“Boca de Fronteira“: Casa apedrejada durante guerra de Gangs

13/09/2012 01:50 - Modificado em 14/09/2012 18:44
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Uma moradora, nas imediações da rotunda da Ribeira Bote, viu a sua casa ser vandalizada pela segunda vez, num espaço de 15 dias. Os actos de vandalismos foram provocados por dois grupos de jovens que envolveram-se numa rixa, num beco, denominado de “boca de fronteira”, que se  situa ao lado dessa habitação.

 

As rixas entre grupos de jovens, em São Vicente, continuam a gerar o medo nos bairros. Porque, estes conflitos trazem um clima de insegurança para os residentes, ao mesmo tempo que deixam sinais de vandalismo nas suas residências.

Esta situação é comum a vários cidadãos, entre eles, uma mulher de 55 anos, que reside nas imediações da rotunda de Ribeira. Esta moradora reside há 31 anos nessa localidade, mas assegura que os últimos 15 dias foram os piores da sua vida.

A entrevistada contactou o NN para fazer uma denúncia: duas rixas num beco, ao lado da sua residência retiraram-lhe a paz e o sossego que tinha e que os prevaricadores destruíram parte do seu património. De realçar que o beco faz fronteira entre as zonas de Bela Vista e Ribeira Bote.

De acordo com a moradora “o primeiro confronto aconteceu em 26 de Agosto e o último na madrugada de 9 de Setembro. Tratou-se  de uma rixa que envolveu grupos de jovens rivais, com arremessos de pedras e garrafas. Parte desses objectos vandalizaram uma obra de restauração feita na fachada da minha casa e outros atingiram as paredes laterais e portas provocando danos”.

 

Problemas

Este online constatou que os sinais de vandalismo estão visíveis no exterior dessa residência e que o beco, denominado de “boca de fronteira”, é utilizado como esconderijo durante as rixas entre grupos nessa área.

A proprietária da habitação vandalizada apresentou queixa à PN, que remeteu o processo ao tribunal, depois de identificar alguns indivíduos que participaram nas rixas. Por outro lado, esta cidadã assegura que há cinco anos que luta para ver esse beco encerrado.

Depois de contactar a CMSV, em 2007, ela recebeu autorização para murar o beco, mas esta afirma que tem realizado diligências para comprar esse terreno. ”Quem reside nesta área sofre com todos os problemas que acontecem neste beco e colocar muros levaria as pessoas a transforma-lo numa retrete. Por isso já contactei a CMSV para venderem-me esse espaço, como forma de eliminar de vez essa viela”.

O NN esteve a conversa com outros moradores que confirmaram os factos e revelaram que o beco serve de esconderijo para caçubodistas, local de briga entre casais, espaço para algumas jovens “darem o seu expediente” e onde alguns indivíduos consomem drogas.

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