Autárquicas: as redes sociais destacam a abstenção

6/09/2016 08:23 - Modificado em 6/09/2016 08:23

abstençãoAs eleições autárquicas em Cabo Verde realizadas no dia 04, onde os eleitores foram às urnas para escolher os Presidentes das Câmaras, não passaram despercebidas nas redes sociais. Os internautas questionaram em quem votar, outros mostraram alegria e descontentamento na política, cada um com a sua preferência, mas foi o Movimento para a Democracia (MpD) quem mais caiu no agrado dos votantes.

 

Nalguns meios de comunicação social do País, lê-se que o “Movimento para a Democracia é o grande vencedor das autárquicas deste domingo, 04, após conquistar 19 (86,4%) das 22 Câmaras Municipais do País”. Perante este cenário, as reacções são várias no Facebook, sendo este actualmente um palco de manifestações de liberdade e opiniões, pelo que não pôde ficar de lado nas municipais.

“Se o voto não se tornar obrigatório, daqui a 10 anos ninguém irá votar. Vamos meditar”, diz Alveno ao demonstrar a sua preocupação com a democracia cabo-verdiana que nas autárquicas regista uma taxa de abstenção de 41,7%, o que quer dizer que depois de apuradas 1014 (99,5%) das 1019 mesas a nível nacional, tinham sido atingidos 41,7%, ou seja, 131.081 eleitores não votaram. Uma percentagem superior comparativamente à correspondente de 2012, que foi de 31,5% escreve a Inforpress. Com o post a apelar ao voto obrigatório à semelhança de alguns países, as opiniões divergem e Bruno comenta que o “voto obrigatório não se coaduna com a democracia (…) Precisamos de políticos e governantes mais capazes e mais convincentes!”. Outros internautas concordam com a obrigatoriedade de ir votar, sendo um debate que poderá sair das redes sociais e expandir-se para “mesa” dos políticos, visto que os internautas acreditam que estes últimos devem criar soluções e combater a abstenção elevada. Contudo, há quem pense que votar é sempre a solução e Fortes pergunta “onde estavam os caros eleitores que não foram votar?” e frisa que quem quer mudança vota e quem quer continuação não vota.

Outros internautas consideram que a taxa de abstenção foi a vitoriosa das autárquicas de 2016 e Luísa apela para que seja dada a devida atenção a este facto que está a preocupar alguns eleitores e políticos. “Estes devem lutar para que haja uma cultura e educação política no nosso País, porque a abstenção demonstra o desinteresse pelos projectos dos políticos” e um internauta assegura que a política em Cabo Verde está “moda petá água na baloi furado”, ou seja, que os políticos são todos iguais e que as pessoas estão a desacreditar neles.

Por outro lado, Barros espera que o MpD cumpra com as promessas porque “os cabo-verdianos deram ao MpD um grande voto de confiança e demonstraram querer a prometida mudança. Esperamos que os elementos do partido tenham humildade, responsabilidade e disciplina para que sejam cumpridas a maioria das promessas de campanha, que tragam melhor educação, mais segurança, mais liberdade, melhores condições de saúde pública, melhor ambiente de negócios, acesso ao crédito e ao investimento, mais oportunidade para todos independentemente da preferência política, mais protecção a vários níveis, mais agilidade nos processos judiciais e transformar Cabo Verde num País mais competitivo a nível regional e mundial.”

Ainda há espaço para o “fair play” e os adversários políticos felicitaram os vencedores que também se aproveitaram das redes sociais para agradecer aos eleitores pelo voto de confiança, onde em Cabo Verde o MpD conseguiu 19 das 22 Câmaras do País.

 

  1. Francisco Andrade

    Os cidadãos devem pressionar os governantes a aprovar uma lei em que o dia de votação seria numa 3ª feira ( ou num outro dia útil da semana) a semelhança de alguns países como E.U.A.
    pois o tempo eo calor que se fez sentir nas filas de assembleia de voto desmoraliza qualquer cidadão que deixou de dar um tempo a família para ir votar num domingo dia de descanso.

  2. IMPOSTO ZERO

    TAMBEM COM MENTIRAS DO TIPO IMPOSTO ZERO NINGUEM JA NAO CONFIA NOS POLITICUS

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