São Vicente regista desde o ano 2000 o cenário de partilha de mandatos na câmara,

3/09/2016 11:14 - Modificado em 3/09/2016 11:14
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cmsvA ilha de São Vicente regista desde o ano 2000 o cenário de partilha de mandatos na câmara, ano em que Isaura Gomes, que concorreu pelo Movimento Arco-Íris (MAISV), dividiu pela primeira vez os vereadores com Onésimo Silveira.

Foi nesse ano que se pôs fim ao domínio de Silveira, que reinara sozinho desde 1991, sempre com maioria absoluta, na qualidade de independente pelo grupo Movimento para o Renascimento de São Vicente (MPRSV).

Em 2000, no entanto, o MAISV alcançou 5335 votos (28,8%) e três vereadores, na vitória, ainda assim, de Onésimo Silveira, pelo PTS, com 9300 votos (49,3%) e cinco vereadores, segundo dados da Comissão Nacional de Eleições (CNE). O PAICV, por seu lado, obteve 2881 votos (15,3%) e elegeu um vereador, ao passo que a UCID com 1239 votos (6,6%) não alcançou mandato na câmara.

Em 2004, Isaura Gomes concorreu agora pelas listas do Movimento para a Democracia (MpD) e, pela primeira vez, este partido vence as autárquicas em São Vicente com maioria relativa.

Isaura Gomes, que dava assim início ao ciclo do MpD na autarquia mindelense, que dura até hoje, tendo sido eleita com 7875 votos (36%) contra 6614 votos (30,2%) do PAICV, 3737 votos da UCID (17,1%) e 2472 (11,3%) do PTS.

Em relação aos mandatos, o MpD conseguiu quatro, PAICV três, no ano em que a União Cabo-verdiana Independe e Democrática (UCID) entra pela primeira vez na câmara, com um mandato, o mesmo resultado alcançado pelo PTS.

A reeleição de Isaura Gomes, pelo MpD, ocorreu no ciclo eleitoral autárquico do ano 2008, outra vez com maioria relativa, e a conquista de quatro mandatos na câmara municipal, que dividiu com o PAICV (três mandatos) e a UCID (dois mandatos).

Entretanto, a meio desde segundo mandato, Isaura Gomes, por razões de saúde, interrompeu a sua vida política, sendo Augusto Neves o escolhido para a sucessão.

Neves que, em 2012, liderou a equipa do MpD, que voltaria a ganhar as autárquicas, com maioria relativa, ao conseguir 12997 votos (44,87%) e quatro mandatos, seguido do PAICV com 8905 votos (30,74%) e da UCID com 6559 votos e dois mandatos. O PTS, com 504 votos (01,74%) não alcançou mandato na câmara.

Concorrem ao escrutínio autárquico de domingo, 04, em São Vicente, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), com António Monteiro como candidato a presidente da câmara, Movimento para a Democracia (MpD), com Augusto Neves, e Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), com Alcides Graça. Os 51.223 eleitores, 141 dos quais estrangeiros, estão distribuídos, por seu lado, por um total de 140 assembleias de voto em toda ilha.

Da tabela divulgada pela CRE-São Vicente, a que a agência Inforpress teve acesso, constata-se que a zona do Monte Sossego é aquela que mantém o maior número de eleitores inscritos nos cadernos eleitorais, 6.305, e o maior número de mesas de voto, 16.

Logo a seguir vem a localidade da Ribeirinha, com 4.860 eleitores e 12 mesas de voto, e Bela Vista/Pedreira e Chã de Alecrim, com 3.945 e 3.850 eleitores cada, respetivamente, e o mesmo número de mesas de voto, 10.

No polo oposto, a zona de Norte de Baía é aquela que apresenta o menor número de eleitores, 58, reunidos numa única mesa de voto, seguida de Madeiral, com 207 eleitores e Lameirão com 247, igualmente numa única mesa de voto cada.

SAPO c/ Inforpress

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