Lojas chinesas: as “servas” do império chinês de São Vicente

12/09/2012 03:44 - Modificado em 12/09/2012 03:44

No império chinês de São Vicente despedem-se trabalhadores de acordo com o humor do patrão ;pagam- se horas extras e salários como o patrão quer;as regras são as do ” senhor”

 

Não chega a ser novidade as denuncias das empregadas das lojas dos chineses sobre as suas condições de trabalho .Dizem que são exploradas e maltratas. Mas continuam a trabalhar nesses locais ,porque não tem alternativas e os ” chineses” ignoram o código laboral cabo-verdeando .

Cristina Ferreira ,de 22 anos ,já foi despedida várias vezes “os chineses abusam de nós ,porque não temos direito a tolerância de ponto, feriados e trabalhamos aos sábados e não temos férias.”Cristina,ao contrário da maioria das colegas, não tem o habito de “baixar a cabeça ” e isso tem-lhe custado o desemprego.A sua maior queixa tem a ver com a obrigatoriedade de trabalhar aos feriados “falto porque alguns chineses não dão o feriado e eu não trabalho ,porque é um direito de todas as pessoas” .

 

Cristina, mora em Ribeirinha, trabalha nos chineses há dois anos, estudou até o 9º ano no Liceu Ludgero Lima. Ela resolveu procurar trabalho nos chineses porque não estava a encontrar mais nada para fazer e precisava de dinheiro “estudei o 10º ano por duas vezes e não consegui transitar de classe, perdi o direito de estudar de dia e a opção que tinha era só os chineses, a maioria dos outros trabalhos pedem o 10º ano, já trabalhei em 4 lojas chinesas no espaço de 2 anos”. Assim a loja dos chineses surgem com a ultima hipótese para fechar a porta ao trabalho de empregada doméstica ou do desemprego .

O grande sonho de Cristina é terminar o12º ano e encontrar um trabalho melhor ,onde não seja explorada. Até lá…

Muito diferente de Cristina, Marisia Santos de 18 anos passou para o 11º ano e só está a trabalhar nos chineses para poder comprar os seus materiais escolares “ estudo no Liceu José Augusto Pinto e comecei a trabalhar nos chineses há dois meses para ter dinheiro para comprar materiais escolares e ter alguma economia para comprar alguma coisa para mim.”Mas , também tem queixas “Nas lojas chinesas as empregadas não têm nenhuma regalia .Os chineses aproveitam-se da nossa fragilidade para nos explorarem, isto porque não temos feriados e se chegarmos um bocadinho atrasadas somos postas na rua isso ,porque eles sabem que precisamos do emprego”.

As denúncias são feitas em surdina, sem fotos,sem mencionar os nomes das lojas: no império chinês de São Vicente despedem-se trabalhadores de acordo com o humor do patrão ;pagam- se horas extras e salários como o patrão quer;as regras são as do ” senhor ” que não usa chicote ,mas as vezes as mãos para castigar, isto quando , o “senhor ” ‘,não se dá por satisfeito com a chantagem psicológica que impõe a suas “servas”.

  1. Nadia

    Queria ver se fosse na terra dele se faziam um coisa dessas. A lei é para todos e as autoridades competentes devem fazer alguma coisa para defender esses trabalhadores.

  2. FRACO

    MAS NÃO DISSERAM QUE TAMBEM OS FUNCIONARIOS FAZEM VIDA NEGRA AO CHINESES? ROUBANDO VARIOS PRODUTOS,VENDENDO-OS NO MERCADO PARALELOS?

  3. povo sofredor

    Nádia bo dze bo cria oia se na ses terra es tava faze assim? bsot tem que mete na cabeça que china ainda ta vivé na escravatura, bsot abri oi bsot oia que governo de cabo verde ca tita faze nada pa travá esse colonialismo chinés na cabo verde pamod es tem sido ta vende nos terra na chines pa ses proprio beneficio ta permiti que chines ta bem li na nos terra pa bem massacra nos povo (ate chicotada na costa jas dze que chines ja da trabalhadores li na sao vicente),ma ca foi pa isso k A. Cabral lutá

  4. Nita Fortes

    O Govêrno devia dar a EXCLUSIVIDADE do pequeno comércio aos filhos de terra e Aos estrangeiros de investir no médio e no grande comércio. Lembro-me ainda das lojinhas de fralda onde se comprava meio tostão de fôsforos, um candirim de pitrol por quatro tostões, meio tostão de sal. Banha de porco, açucar e grãos podiam ser comprados também da mesma maneira, conforme as posses.
    Escancararam as portas aos chinas que vendem tudo balato-balato. Agora ma grande ta ganhà, ma piqnim ta levà na c.

  5. silvia rocha

    ahahahahah , yeah tem alguns e kte roba , mas nem tud ej e igual … cabverde meste estabelece um salario minimo e horas de traboi, feriada dee ser pagot aparte…bsot sabe e facil de ftcha direccao de trabalhador oi.

  6. Eu

    Tudo isso é permissividade de nós autoridades, que não fiscalizam nem exigem cumprimento das leis. Mas convenhamos, eu conheço empregados de chineses que trabalham nas lojas desde que essas abriram.E tambem sei de casos de empregados que abusam, trabalham de cara puxada e má vontade, abandonam o trabalho com clientes na loja e roubam os produtos. Temos de fazer os chineses cumpriren as nossas leis laborais mas tb as pessoas têm de ter noção de postura no trabalho e profissionalismo.

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