Cortes de energia: farmácias vendem medicamentos pelo preço absoluto

12/09/2012 03:35 - Modificado em 12/09/2012 03:35
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Os cortes de energia, em São Vicente, têm afectado algumas farmácias, que não conseguem prestar os seus serviços aos utentes. Sem energia as farmácias não conseguem vender medicamentos. Isto porque não têm acesso ao sistema de facturação e ao banco de dados do INPS.

 

Os responsáveis de algumas farmácias, na ilha de São Vicente, asseguraram ao NN que estão a ter constrangimentos, por causa dos cortes de energia. De acordo com as farmácias, os cortes registados desde da quinta-feira, 6, privou-lhes de vender medicamentos aos utentes.

A Farmácia Jovem é um exemplo, das instituições que ficaram privadas de prestar os seus serviços. Esta farmácia teve problemas para entrar no banco de dados do INPS e para conservar alguns medicamentos que dependem do frio.

Segundo a direcção da Farmácia Jovem “a falta de energia cria-nos constrangimentos, porque a maior parte das pessoas são afectas ao INPS. Não se consegue entrar no banco de dados do INPS, pelo que os utentes têm que comprar o medicamento pelo preço absoluto, para depois receberem o reembolso. Mas a verdade é que a maioria não consegue adquirir o remédio nesse momento, porque o seu preço é dispendioso”.

Mas os problemas provocados pelos cortes de energia, não ficam por aqui “não conseguimos fazer a facturação das vendas e temos remédios que são conservados no frio. E sem energia tivemos que andar à procura de residências, com electricidade para conserva-los. A solução é procurar uma alternativa, mas esta tem os seus custos.”.

A Farmácia Mindelo passou pelos mesmos problemas, que a Jovem e tiveram dificuldades para requisitar medicamentos na EMPROFAC. “Muitos utentes não puderam comprar os seus medicamentos. Tivemos alguns equipamentos informáticos que foram afectados pelos cortes. E sem acesso ao sistema de pedido de remédios foi impossível fazer uma requisição geral”.

Já as farmácias Leão e Avenida resolveram adquirir um gerador eléctrico, como solução para superarem os caos provocados pela falta de energia, na ilha de São Vicente.

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