Cozinheiras escolares partem para greve exigindo salário mínimo

30/08/2016 08:27 - Modificado em 30/08/2016 08:27
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cozinheirasO problema das cozinheiras das cantinas escolares é antigo mas ainda sem resolução. O problema dos salários baixos e das condições de trabalho tem sido uma preocupação do SISCAP, sindicato afecto à classe e que agora, às portas do início de um novo ano lectivo, se prepara para lutar pela melhoria dos salários das cozinheiras. Uma greve e uma manifestação serão uma das vias a seguir pelo sindicato.

 

“O que está a acontecer em concreto é que o problema das cozinheiras das cantinas escolares continua a não ser resolvido. Já nos debatemos muitas vezes com as cozinheiras e as instituições próprias e elas continuam a receber cerca de oito e seis mil escudos”, adianta Joaquim Tavares, secretário permanente do SISCAP.

O montante recebido não se enquadra no salário mínimo praticado no País e que ronda os onze mil escudos. E a lei aprovada pelo Parlamento, põe em cheque o próprio Estado que não está a cumprir a sua parte sendo passível de punição.

“Todos os que pagam um salário abaixo do estipulado, incorrem numa contra-ordenação punível com coimas. E, em breve, as cozinheiras irão retomar os seus afazeres e continuam com este salário de miséria. O trabalho delas é perigoso pois manipulam panelas em cima do lume e confeccionam e distribuem alimentos às crianças”. Para Tavares, este é um acto de amor que as cozinheiras fazem para “não terem um salário mínimo”.

Há muito que as cozinheiras vêm reclamando das condições e do salário praticado. A nova Ministra da Educação já tem conhecimento do assunto e, em entrevista à RCV, diz que tem o assunto em agenda para resolução.

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