Até que ponto as legislativas podem condicionar as autárquicas?

29/08/2016 08:26 - Modificado em 29/08/2016 08:26

voto10Um dos pontos fortes  da campanha do MpD tem sido a possibilidade de se ter o mesmo partido no governo central e no local. O slogan de campanha e os cartazes tem demonstrado essa vontade.  O argumento tem sido que com este cenário será mais fácil.  

 

Por outro lado os adversários, principalmente, o PAICV, tem sido contra esta possibilidade, que no seu ver as câmaras seriam apenas delegações do governo.

O analista da político, João de Deus,  em entrevista a agência Lusa, além, de afirmar que as autárquicas são eleições diferente das legislativas, rejeita a possibilidade que a questão do equilíbrio de poder possa condicionar as eleições de 4 setembro.

“Os presidentes de câmaras são o poder mais perto das populações. As pessoas votam em quem confiam, em quem lhes pode socorrer nos momentos de aflição. Não votam simplesmente numa sigla. Acho que os partidos também já perceberam isso e é por isso que têm de ter muito cuidado nas escolhas que fazem”,  como analisa.

Para o analista a tentativa de equilíbrio de poder, pretendido pelo anterior governo, foi uma tentativa sem sucesso. ” a tentação de ter um Presidente, um Governo, um Parlamento e todos os municípios na mão, mas que deu frutos amargos, até para colocar o PAICV na oposição”, como retrospectiva.

Para João de Deus o equilíbrio no poder existe sempre, mas é um equilíbrio das propostas e das soluções, não é das siglas.  Como considera a nível das autárquicas as pessoas contam mais do que as bandeiras partidárias.

“Todo o mundo já percebeu que as campanhas têm de ser mais corpo a corpo, sem grandes comícios, com artistas pagos a preço de ouro, onde se tem muita gente, mas ninguém ouve nada”.  E neste sentido diz que as pessoas nao votam nos partidos mas nas pessoas.  E sustenta que nas autárquicas o voto baseia na confiança que o candidato transmite.

  1. OPINIÃO

    Os cabo-verdianos já perceberam que não é benéfico colocar os ovos no mesmo cesto. Mas também já perceberam que maior absoluta não é benéfica para aqueles que estão a espera das decisões dos políticos. É necessário equilíbrio tanto na Assembleia Nacional como também nas Assembleias Municipais com vista a defesa das populações. TODOS OS GOVERNOS COM MAIORIA ABSOLUTA, APROVAM QUASE TUDO COM CONSENTIMENTO OU NÃO DAS FORÇAS DA OPOSIÇÃO.

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