Porto Novo: Agricultores temem pela seca e clamam ajuda do Governo

29/08/2016 08:15 - Modificado em 29/08/2016 08:15

agriculturaOs criadores de gado das zonas altas do Porto Novo estão preocupados com a demora na queda das chuvas e apelam pela intervenção do Governo devido à falta de água e pasto para alimentação dos animais.

O alerta sobre a penúria de água e pasto no Concelho do Porto Novo é dado pelos criadores de gado que avançam que “não há pasto e não temos dinheiro para comprar ração”. Porém, o criador António Neves em entrevista à Inforfpress, adianta que “graças à Câmara Municipal do Porto Novo não temos tido grandes problemas de água, mas o gado está a correr sérios riscos por causa da falta de pasto”. Desta forma, os criadores pedem apoio ao Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) a nível de ração.

Segundo o Presidente da Associação Comunitária de Lagoa do Planalto Leste, Domingos Assunção, os criadores dessa localidade precisam “urgentemente” de apoio do Governo tanto a nível de ração como no fornecimento de água. A preocupação dos criadores surge numa altura em que ainda não choveu no Porto Novo, Concelho que tem enfrentado sucessivos anos de seca.

  1. Silvério Marques

    Este texto retrata e bem a forma como o anterior Governo encarava o desenvolvimento da agricultura. Assistencialismo sob a capa de AGRO-NEGÓCIO. Este termo veio da organização de produtores que justamente fugiam ao paternalismo estatal. Há um criador de gado que pede ao estado pasto ou ração, pede água e depois medicamentos a talvez venha a pedir um subsídio pata guardar o gado. Que actividade económica é esta que vive a pedir. O anterior Governo achou que desenvolver agricultura e afazer furos no leito de todas as ribeiras, sob a capa e o nome pomposo de mobilizar a água para rega. Agora há falta de água, os furos, onde foram gastos milhares de contos secaram e os terrenos limítrofes correm o risco de ficarem salgados com a invasão da água salobra, se a chover não cair. As normas para fazer furos são conhecidas desde os anos 60 do século passado. Mas com o PAICV a demagogia fala mais alto, que a racionalidade técnica.

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