Jogos Paralímpicos: Cabo Verde com uma delegação de oito pessoas

26/08/2016 09:48 - Modificado em 26/08/2016 09:48
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MarcioFernandes1Cabo Verde vai participar nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro com uma delegação de oito pessoas, entre elas dois atletas, Gracelino Tavares e Márcio Fernandes, que têm expectativas altas em conquistar medalhas.

Pela quarta vez consecutiva, Cabo Verde vai marcar presença nos Jogos Paralímpicos e pela segunda vez com dois atletas, Gracelino Tavares e Márcio Fernandes, ambos qualificados por mérito próprio.

Enquanto Gracelino Barbosa vai correr os 400 metros, Márcio Fernandes vai competir no lançamento do dardo, disciplina em que foi campeão do mundo de desporto adaptado em Outubro do ano passado, no Qatar.

Além dos dois atletas, Cabo Verde vai levar para o Rio de Janeiro mais seis pessoas, sendo dois treinadores, ambos portugueses (Carlos Fernandes e Serafim Gadelho), um fisioterapeuta, o chefe e o subchefe de missão e o chefe da delegação paralímpica, Rodrigo Bejarano, que é também Presidente do Comité Paralímpico Cabo-verdiano (COPAC).

Em declarações prestadas hoje aos jornalistas após serem recebidos pelo Presidente da República interino, Jorge Santos, tanto Márcio Fernandes como Gracelino Barbosa não esconderam as expectativas de subirem no pódio no maior evento desportivo paralímpico mundial.

“As expectativas são altas, fui campeão do mundo no ano passado e é normal que as pessoas queiram repetir todo o sucesso. Vou dar o meu melhor, competir com a máxima força e lutar para estar no pódio, mas tudo vai depender das condicionantes e dos outros adversários. Vou dar os meus 200% e logo se verão os resultados”, perspectivou Fernandes, número um a nível mundial.

Considerando que nos Jogos Paralímpicos será “o alvo a bater” por ser campeão do mundo no lançamento do dardo, Márcio Fernandes disse porém, estar preparado física e psicologicamente para enfrentar a competição, onde entra em cena no dia 09 de Setembro.

“São eles que vão ter de correr atrás. Vou dar o meu melhor e com certeza vou conseguir um bom resultado, porque acredito no meu potencial e sei que sou muito mais forte do que eles”, mostra-se confiante o atleta que compete com uma prótese após ter sofrido a amputação de uma perna aos nove anos depois de um acidente de viação.

Pela primeira vez nos Jogos Paralímpicos, Gracelino Barbosa disse que as expectativas são “positivamente boas” e espera ter uma boa prestação e representar Cabo Verde de forma digna.

“Qualquer atleta tem a ambição de subir ao pódio e eu não fujo à regra e quero chegar lá muito forte”, perspectivou o atleta, que traçou como primeiro objectivo chegar à final dos 400 metros, disciplina em que corre na categoria T20 (deficiente intelectual), em que é o sétimo a nível mundial.

“Estou muito confiante em que pelo menos o meu recorde pessoal (50,55 segundos) vai cair, mas o principal objectivo é chegar à final, fazer uma prestação boa e na final tudo se decide”, concluiu Barbosa que, juntamente com Márcio Fernandes, treina em Portugal, mas esta semana está em Cabo Verde para treinos e uma série de actividades antes da viagem para o Rio de Janeiro.

Gracelino Barbosa corre a meia-final dos 400 metros no dia 08 de Setembro e, em caso de apuramento, a final será no dia seguinte.

O Presidente do Comité Paralímpico Cabo-verdiano (COPAC), Rodrigo Bejarano, que é por inerência chefe da delegação paralímpica do arquipélago, disse estar “optimista”, mas não fala abertamente na possibilidade dos atletas conseguirem medalhas.

Entretanto, disse acreditar no trabalho dos atletas, que se estão a preparar para os jogos há quatro anos e estão entre os melhores do mundo nas respectivas categorias.

A fase de preparação e participação de Cabo Verde nos Jogos Paralímpicos está orçada em quase quatro milhões de escudos cabo-verdianos (cerca de 36 mil euros), avançou Bejarano.

Esta é a quarta participação consecutiva de Cabo Verde nos Jogos Paralímpicos, depois de Atenas (2004) com dois atletas, Paulo Tavares e Artemisa Siqueira, Pequim (2008) com Artemisa Siqueira e há quatro anos em Londres com Márcio Fernandes.

Lusa

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