Nokia pede desculpa e investiga vídeo do Lumia 920 considerado “um embuste”

11/09/2012 16:24 - Modificado em 11/09/2012 16:24
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O pior que pode acontecer a uma empresa que luta para reconquistar uma posição de grande destaque no mercado é cometer uma gaffe ao avançar para uma nova etapa da sua estratégia. Mas foi isso que aconteceu com a Nokia: depois de ter lançado o tão esperado Lumia 920 foi acusada de enganar os consumidores por causa de um vídeo que tinha como objectivo realçar a estabilização óptica de imagem da câmara do seu smartphone.

 

O vídeo em causa podia levar os consumidores a pensar que todas as imagens tinham sido captadas com um Nokia Lumia 920 e mostrava exemplos dos benefícios da estabilização óptica de imagem (OIS, na sigla original) para as fotografias e vídeos.

Sem nunca referir que as imagens e os vídeos que contêm a referência “OIS ON” (“estabilização óptica de imagem activada”) tinham sido captados com uma câmara profissional e não com o próprio telemóvel, a marca viu-se envolvida numa polémica que já levou os seus responsáveis a pedir desculpas e a lançar uma “investigação interna sobre o comportamento ético”.

 

“Pedimos desculpa”

 

Depois de a polémica ter estalado – graças ao site The Verge, que publicou uma notícia com o título “O novo vídeo da Nokia é maravilhoso, só é pena ser um embuste” –, a empresa finlandesa emitiu um pedido de desculpas e alterou o texto que acompanha o vídeo no YouTube, acrescentando a frase “O vídeo demonstra apenas os benefícios da estabilização óptica de imagem e não foi filmado com um Lumia 920”.

 

Em causa está um descuido da realização, como demonstrou o jornalista do The Verge: “Como se pode ver no vídeo, há um reflexo curioso no vidro da caravana que surge em segundo plano. Não é a imagem de um jovem a andar de bicicleta ao lado de uma alegre modelo, mas sim uma carrinha branca com um suporte para iluminação e um operador de câmara. O que quer que seja que ele esteja a usar, podemos concluir com alguma segurança que não é um Lumia 920.”

O que o The Verge concluiu com alguma segurança, acabou mesmo por ser confirmado pela Nokia. Um dia depois, numa mensagem assinada pela editora do site Conversations by Nokia, a marca finlandesa apresentava um pedido de desculpas: “(…) deveríamos ter especificado que [o vídeo] servia apenas como uma demonstração do OIS. Não foi filmado com um Lumia 920. (…) Pedimos desculpa pela confusão que criámos.”

 

No mesmo texto, a Nokia publicou um vídeo com uma demonstração real da diferença entre a imagem captada com um Lumia 920 e com o OIS activado, em comparação com a imagem captada “por um sem OIS”.

 

Tal como salientam os sites e blogues da especialidade, o problema não está nas reais capacidades da tecnologia a que a Nokia chama PureView. Como salienta o site CNET, “a Nokia afirma que ‘a diferença é óbvia’ e realmente é. Mas no futuro, vamos tentar ser também mais transparentes”.

 

Como se não bastasse a admissão de que as imagens em movimento não tinham sido captadas por um Lumia 920, pouco depois ficou a saber-se que também as fotografias tinham sido captadas com material profissional. Tudo porque a empresa sentiu a necessidade de demonstrar o que a tecnologia PureView podia fazer quando o equipamento estava ainda em pré-produção.

O que o The Verge concluiu com alguma segurança, acabou mesmo por ser confirmado pela Nokia. Um dia depois, numa mensagem assinada pela editora do site Conversations by Nokia, a marca finlandesa apresentava um pedido de desculpas: “(…) deveríamos ter especificado que [o vídeo] servia apenas como uma demonstração do OIS. Não foi filmado com um Lumia 920. (…) Pedimos desculpa pela confusão que criámos.”

 

No mesmo texto, a Nokia publicou um vídeo com uma demonstração real da diferença entre a imagem captada com um Lumia 920 e com o OIS activado, em comparação com a imagem captada “por um sem OIS”.

 

Tal como salientam os sites e blogues da especialidade, o problema não está nas reais capacidades da tecnologia a que a Nokia chama PureView. Como salienta o site CNET, “a Nokia afirma que ‘a diferença é óbvia’ e realmente é. Mas no futuro, vamos tentar ser também mais transparentes”.

 

Como se não bastasse a admissão de que as imagens em movimento não tinham sido captadas por um Lumia 920, pouco depois ficou a saber-se que também as fotografias tinham sido captadas com material profissional. Tudo porque a empresa sentiu a necessidade de demonstrar o que a tecnologia PureView podia fazer quando o equipamento estava ainda em pré-produção.

 

 

 

 

jn.pt

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