Santo Antão: SLTSA reivindica uma presença permanente da Inspecção-geral do Trabalho na ilha

25/08/2016 08:41 - Modificado em 25/08/2016 08:41
| Comentários fechados em Santo Antão: SLTSA reivindica uma presença permanente da Inspecção-geral do Trabalho na ilha

santo antãoCarlos Bartolomeu diz que as principais reivindicações da Ilha das Montanhas prendem-se com o problema do desemprego, nomeadamente, o desemprego jovem, bem como a representação da IGT para pôr cobro aos problemas enfrentados pelos trabalhadores.

 

Numa entrevista à RCV, o Secretário não permanente do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA) em relação ao encontro que reuniu delegados sindicais e activistas de toda a ilha de Santo Antão, diz que para além do desemprego, a aplicação de certas medidas como o PCCS, o plano de pagamento dos retroactivos, bem como a falta de respeito pelos serviços domésticos, constituem um leque de problemas na ilha e que precisam de solução, por isso, afirma que a presença da Inspecção-geral do Trabalho é uma necessidade. “Porque não podemos estar a permitir a situação que os trabalhadores passam em Santo Antão”, frisa.

“Temos vindo a chamar a atenção para a falta de um representante dum serviço de inspecção do trabalho. Somos uma instituição que deve actuar no plano da denúncia efectivamente desses problemas”.

Garante ainda que os problemas se estendem nomeadamente a instituições que fazem o desconto para o INPS, mas muitas vezes não pagam esses descontos e este aspecto já foi denunciado e, no entanto, acusa a IGT de não estar a fazer o seu trabalho. Carlos Bartolomeu diz que muitas vezes se fica pela justificação de falta de recursos.

“Os trabalhadores também estão a apoiar-nos neste sentido, a tentar que os seus direitos sejam salvaguardados e, muitas vezes, essa mesma instituição também com uma delegação na ilha de São Vicente não consegue cobrir os trabalhos em Santo Antão”, pelo que o SLTSA nessa luta durante esta semana, vai centrar-se na reivindicação de uma presença da IGT na ilha.

“Os trabalhadores estão a ser massacrados, as entidades patronais não respeitam os trabalhadores, principalmente os trabalhos com contratos precários”, desabafa o Secretário não permanente da SLTSA.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.