Novo director da PJ quer estancar criminalidade complexa e violenta

23/08/2016 09:14 - Modificado em 23/08/2016 09:14
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PJO novo director da Polícia Judiciária (PJ) cabo-verdiana, António Sebastião Sousa, disse hoje que é preciso estancar a criminalidade complexa, violenta e de difícil investigação no País para poder evitar consequências maiores.

 

O novo responsável que falava durante o acto de tomada de posse, enumerou o tráfico de drogas e de pessoas, o branqueamento de capitais, a corrupção, a criminalidade urbana, os crimes cibernéticos e os indícios de imigração ilegal para exploração sexual ou laboral como actividades criminosas a que importa dar atenção. Considerou que assume a direcção  da PJ num contexto de particular complexidade. ” O quadro que vemos deve suscitar preocupações a todas as autoridades, instituições e cidadãos. Estamos perante uma criminalidade complexa, brutal, extremamente violenta e de muito difícil investigação que se não for atempadamente estancada pode atingir as proporções já conhecidas no País”, reforçou.

António Sebastião Sousa lembrou ainda as reivindicações da polícia científica cabo-verdiana que estiveram na base de duas greves no ano passado, como a aprovação do novo estatuto, a actualização da grelha salarial, progressões na carreira e mais meios humanos e materiais.

Prometendo ainda desenvolver parcerias com “países amigos” e com agências e organismos multilaterais, o novo director da PJ disse que para a resolução de todos os constrangimentos é preciso “maior engajamento, vontade política e determinação” do Governo cabo-verdiano.

A Ministra da Justiça, Janine Lélis, que conferiu a posse, informou que o estatuto da PJ está a ser revisto e será apresentado “brevemente” ao Conselho de Ministros para aprovação, seguindo-se depois para agendamento de debate na Assembleia Nacional.

A governante que tutela politicamente a PJ, anunciou ainda que em 2017 serão contratados mais agentes para reforçar os recursos humanos, fazendo com que aconteça a progressão na carreira, serão adquiridas novas viaturas equipadas e serão modernizados os meios de investigação.

O Primeiro-ministro , Ulisses Correia e Silva, reconheceu também que o País enfrenta desafios e ameaças na área da segurança interna e externa, considerando que só serão resolvidos com o reforço das alianças securitárias a nível da segurança.

Garantindo que o Governo “fará tudo” para que a PJ desenvolva as suas funções com eficácia e eficiência, Ulisses Correia e Silva prometeu vontade política, apoio, criação de condições e dotação de meios e recursos para o bom funcionamento da instituição.

“É um imperativo nacional o combate ao crime e todas as suas manifestações”, salientou o Chefe do Governo, pedindo também envolvimento dos funcionários e maior coordenação e integração entre a PJ, criada há 23 anos e as demais forças de segurança do País.

 

Fonte Lusa

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