Presidenciais: JMN recusou pedido do PAICV para ser candidato

22/08/2016 08:46 - Modificado em 22/08/2016 08:46

jmnO ex-primeiro-ministro de Cabo Verde José Maria Neves admitiu que foi contactado pelo PAICV,, para se candidatar ao cargo de Presidente da República nas eleições presidenciais de 02 de outubro próximo. 

“Fui abordado a uns dias do fim do prazo para apresentação de candidaturas presidenciais pela Direção do Partido (PAICV), pedindo que me candidatasse a Presidente da República”, escreveu José Maria Neves na sua página pessoal na rede social Facebook, em reação a um comentário publicado numa outra página na mesma rede social.

“Apesar de ter dito que não era meu projeto candidatar-me em 2016, fiz várias consultas a dirigentes de todas as sensibilidades, incluindo o chamado Grupo de Reflexão a que pertence Júlio Correia, tendo confirmado a justeza da minha decisão de não me candidatar às presidenciais de 2016”, prosseguiu o ex-chefe do Governo cabo-verdiano.

José Maria Neves lembrou que logo após as eleições legislativas de março último, fez saber à Direção do PAICV, em reuniões, e à sociedade em geral, por meio de entrevistas, que não era candidato (presidencial) e que ia criar uma fundação e estudar.

O ex-primeiro-ministro chegou a dar como “provável” uma candidatura presidencial pela área do PAICV, mas não chegou a avançar, tendo o partido também não apresentado oficialmente qualquer candidato na disputa de 02 de outubro.

O PAICV manifestou apenas “simpatia” pela candidatura de Albertino Graça, um dos três candidatos a Presidente da República de Cabo Verde, a par de Jorge Carlos Fonseca, Presidente com mandato suspenso, e Joaquim Monteiro.

A 05 de agosto, a agência Lusa abordou a presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Janira Hopffer Almada, sobre o assunto, mas disse apenas que o partido iria falar “oportunamente” sobre as presidenciais, o que ainda não aconteceu.

Quanto às eleições autárquicas, cuja campanha arrancou quinta-feira, José Maria Neves disse que deve ser “momento de coesão e de reforço da unidade interna” do maior partido da oposição cabo-verdiana.

José Maria Neves deixou o Governo cabo-verdiano após a vitória do Movimento para a Democracia (MpD) nas eleições legislativas de março.

Lusa

  1. JOAO

    Se fosse eu, recusaria também. José Maria Neves obteve 3 vitórias consecutivas. Neste momento qualquer candidato sem apoio do MPD, será derrotado.

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