Autárquicas 2016: MpD quer embalo das legislativas, PAICV trava e UCID à boleia

18/08/2016 08:29 - Modificado em 18/08/2016 08:29
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voto10A campanha para as sétimas eleições autárquicas em Cabo Verde começou hoje às zero horas. O MpD saído de uma maioria absoluta a 20 de Março eleva a fasquia e quer conquistar mais “algumas edilidades” a somar às 14 das 22 que venceu em 2012. É a primeira vez que as eleições municipais são realizadas num curto espaço de tempo a seguir às eleições legislativas.

Por isso, o MpD e o seu líder, ainda em estado de graça, acreditam que a “embalagem das legislativas” e as medidas que o novo Governo tomou em relação ao poder local podem conduzir o MpD à “dobradinha”: ganhar as legislativas e as autárquicas. Resta saber qual a expressão dessa desejada “dobradinha” e se conseguirá manter as duas principais Câmaras do País. São Vicente, se calhar é o caso mais complicado devido à UCID que nas legislativas ficou em segundo lugar e apresenta como candidato o seu Presidente que disse que só seria candidato “se tivesse a certeza absoluta que ganharia as eleições”. Mas o MpD acredita que o trabalho de “Gusto” chega e sobra para manter São Vicente na esfera ventoinha. Na Praia, uma sondagem divulgada pelo jornal Expresso das Ilhas dá uma vitória folgada ao seu candidato, mas as sondagens não são os resultados, apenas a intenção em determinado momento. No Fogo, em particular em São Felipe, os ventoinhas contam com o embalo das legislativas e com as trapalhadas do PAICV que em 2012 apresentou Luís Pires como candidato em detrimento do dinossauro Eugénio Veiga que avançou como independente. E agora, em 2016, apresenta Eugénio Veiga como candidato e Luís Pires avança como independente. Deu para entender? Mas, na Boavista, o candidato do PAICV pode beneficiar da candidatura independente de José Luís Santos que não gostou que o seu partido apresentasse o dinossauro José Pinto Almeida como candidato e, por isso, fez como Luís Pires no Fogo.

O MPD, no poder e com 14 das 22 Câmaras, é o único partido que concorre em todos os 22 Municípios cabo-verdianos para as eleições autárquicas marcadas para 04 de Setembro.

Já o PAICV, liderado por Janira Hopffer Almada e que apoia a candidatura de três ex-Ministros do anterior Governo: Cristina Fontes Lima (Praia), Démis Lobo Almeida (Sal) e Leonesa Fortes (Ribeira Grande de Santo Antão), traçou como objectivo a conquista da maioria das Câmaras Municipais do arquipélago. O principal objectivo é vencer a Câmara Municipal da Praia e, para isso, avançou com uma baronesa do partido, a ex-Ministra Cristina Fontes Lima, que pretende devolver a autarquia ao PAICV, após oito anos de governação de Ulisses Correia e Silva, agora Primeiro-ministro.

A UCID, terceiro partido no País e com três assentos no Parlamento, concorre na Praia, Maio, Ribeira Grande e Paul (Santo Antão), Sal e São Vicente, onde o líder do partido, António Monteiro, será candidato pela quarta vez consecutiva. Os resultados das legislativas foram desanimadores com pouco mais de mil votos na Praia, por isso, as baterias estão centradas em São Vicente que é a única Câmara que a UCID pode aspirar a ganhar.

Dos partidos sem assento parlamentar, apenas o Partido Popular (PP) concorre em dois Municípios (Praia e Calheta de São Miguel), enquanto que o Partido do Trabalho e da Solidariedade (PTS) concorre na Praia e o Partido Social Democrata (PSD) entra na corrida no Sal.

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