Se a UCID sair vencedora…mas sem maioria…o que fazer?

17/08/2016 08:36 - Modificado em 17/08/2016 08:36

UCIDA UCID entra para estas eleições autárquicas de 2016 galvanizada, por um lado, pelo resultado obtido nas legislativas e, por outro, pela vontade do seu líder, António Monteiro, em conseguir uma vitória nas autárquicas, nesta que é a sua quarta candidatura consecutiva. Apesar da UCID ter sido o último partido a anunciar o nome do candidato no dia anterior ao da entrega da candidatura no Tribunal da Comarca de São Vicente, mesmo quando todos já esperavam o nome de António Monteiro, a confiança do partido na vitória é evidenciada pelos seus membros.

A primeira acção do partido foi recolher subsídios junto da população para a sua plataforma eleitoral. E António Monteiro já tinha dito que avançaria quando tivesse a certeza que a sua candidatura sairia vencedora. Como estamos traçar quadros ditados depois das eleições, vamos tomar que a certeza de Monteiro na vitória é confirmada, e ganha as eleições, mas sem maioria absoluta. Quais seriam as soluções que o partido teria para viabilizar a CMSV?

Nos últimos anos, a UCID tem sido o partido “viabilizador” dos executivos do MpD .Divorciam -se para disputarem as eleições e depois casam- se num matrimonio que dura quatro anos. Mesmo sendo o partido menos votado nas últimas eleições municipais mas com acordo ou não com o MpD, conseguiu ter nos dois últimos mandatos dois vereadores na Câmara. Sem maioria absoluta, seria agora UCID  a procurar novas “parcerias”.

A UCID tem tido um tom crítico em relação ao candidato Augusto Neves que exerceu o cargo de Presidente da CMSV. Esse tom crítico levou o coordenador do partido na ilha, João Luís, a afirmar que “é imperativo derrotar Augusto Neves”, durante a Assembleia de Militantes do partido. E, na altura, apelou à participação, à dedicação e à motivação dos militantes no confronto que se avizinha. As críticas subiram de tom quando, há poucos dias, a UCID questionou o Presidente da CMSV sobre os oito mil contos para a vedação da lixeira.

Este tom crítico pode ser visto também como uma tentativa de separar o partido de qualquer ligação com o MpD. E no meio tom pode-se levar em conta que a UCID não quer saber do MpD. E em caso de vitória muito menos, isto tomando em consideração a avaliação da actuação da edilidade no último mandato e o tom crítico que a UCID tem vindo a ter em relação a Augusto Neves.

Neste contexto, surge então o PAICV que seria a alternativa para uma viabilização da CMSV no caso de vitória da UCID sem maioria. O PAICV nunca teve a presidência da edilidade e nas últimas eleições autárquicas, o partido viu os seus vereadores ficarem sem pelouro, depois da distribuição por parte do edil. Na Assembleia Municipal, muitas vezes as bancadas dos dois partidos partilharam das mesmas preocupações e das mesmas críticas. Não criaram uma amizade mas pela aversão que os dois partidos têm demostrado para com Augusto Neves, esta seria a via mais provável. Caberia agora ao PAICV aceitar, isto porque mesmo sendo um partido menos votado pode ter nas mãos o poder de decisão em caso de não haver acordo entre nenhum partido.

O PAICV em São Vicente quando avalia a governação da CMSV junta no mesmo tacho o MpD e a UCID. E o que o PAICV aponta como errado durante o último mandato culpabiliza tanto o MpD como a UCID. Este é o ponto da discórdia, mas que poderia ser ultrapassado se chegassem a um acordo de governação e, dependendo disto, poderia haver uma viabilização da edilidade.

No caso de não haver acordo, a UCID encontraria muitas dificuldades em governar. E em caso da não aprovação dos instrumentos de gestão, impediria a implementação do programa do partido que teria de governar por duodécimos, opção prevista na lei mas longe da ambição de qualquer partido.

  1. solidário com o povo

    Votem no Partido de rosto humano. Votem no Partido solidário com os mais pobres. Votem UCID.

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