Ministro da Saúde quer que os cabo-verdianos tenham as mesmas oportunidades na saúde

9/08/2016 08:04 - Modificado em 9/08/2016 08:04
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relatorio medicoArlindo do Rosário pretende que as ilhas consideradas periféricas tenham as mesmas oportunidades que a população que reside próximo dos hospitais centrais, de forma a diminuir a desigualdade que existe entre estas populações.

Para este governante, este é um problema que necessita de uma solução imediata e duradoura, que coloca todos os cabo-verdianos a ter as mesmas oportunidades. Este é um dos grandes desafios do novo Ministro da Saúde que promete também resolver o problema das longas listas de espera. “Um outro grande desafio são as listas de espera enormes e que não são apenas dos hospitais centrais, estão também a nível dos hospitais regionais e dos centros de saúde, logo, teremos de reflectir sobre isso”, foram declarações feitas à RCV.

Outro grande desafio são as evacuações internas e acredita que com o INPS e as Câmaras Municipais, “teremos a oportunidade de reflectir sobre isso e procurar soluções para realmente melhorar essa situação e os constrangimentos que as evacuações nos colocam neste momento”.

Em relação à saúde no sector privado, o governante afirma que este tem sido considerado um à parte do sistema nacional de saúde, algo que não deveria estar a acontecer, porque conforme explica, o sector privado faz parte do Sistema Nacional de Saúde. “O sector privado e o serviço nacional de saúde, constituem o Sistema Nacional de Saúde e têm de ser encarados dessa forma”.

No seu entender, para que isso aconteça, é necessário que haja possibilidade de diálogo entre eles, que apesar das suas especificidades, do seu espaço próprio para crescer, terá de haver parcerias e interacções. “O que quero é que em vez de ignorarmos ou fingir ignorar o problema que existe, devemos falar, conversar e regulamentar o que estamos a resolver”.

Assegura que estão a ser criadas todas as condições para a regulamentação do sector da saúde quer do domínio público quer privado e “queremos em breve ter todas as condições de crescimento que consideramos bom”, acrescenta Arlindo do Rosário.

“Há muita coisa feita neste sentido. O que não há é regulamentação. As coisas nunca são regulamentadas, o próprio estatuto do ICCA esteve dois anos a ser preparado na Assembleia Nacional e continua a aguardar para ser regulamentado e, se isso não acontecer, não será aplicado”.

“O que queremos, numa primeira fase, é que haja possibilidade de aplicar aquilo que inclusivamente já está regulamentado. Temos de começar a dar esse passo, a agir, a passar da retórica para os actos que há muito povoam a ilusão e a vontade de inclusão social. Pretendemos, de facto, que haja a possibilidade dessa inclusão social através da isenção para grupos considerados prioritários”.

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