Belavista: Grupo de jovens diz que não vai votar porque não acredita nos políticos

9/08/2016 08:02 - Modificado em 9/08/2016 08:02

voto

O processo para a escolha do Presidente da CMSV já iniciou. Três candidatos já se perfilaram para o confronto e as acções de pré-campanha têm-se sucedido em diversas zonas. Os partidos têm-se envolvido em contactos com a população. O MpD e o PAICV têm optado por contactos com a população, enquanto que a UCID esteve envolvida no seu projecto “Uvi Soncent”. Todas estas acções visam promover o candidato do partido num processo de ouvir as populações e as suas preocupações sobre o Município e o seu bem-estar social.

As acções de campanha tendem a aumentar, principalmente, quando os partidos aprimoram os detalhes da sua acção e estratégia. Os partidos ainda não divulgaram a própria moção de estratégia. O emprego e o desenvolvimento da economia devem ocupar uma parte importante do programa, sendo também pontos que a população espera ver resolvidos para melhorar a situação da ilha.

A campanha é um momento de divulgação de ideias, mas também de promessas. E as promessas, quando não cumpridas, tendem a descredibilizar a classe política e a afastar as pessoas do processo eleitoral. Um grupo de jovens da zona de Bela Vista e arredores, exteriorizou este sentimento devido ao facto dos “políticos não estarem a cumprir o que prometeram”. E, neste sentido, planeiam abster-se de participar no processo eleitoral.

Neste contexto eleitoral, surge um grupo de jovens que prefere não ser identificado, da zona de Bela Vista e arredores, que estão de costas voltadas para os políticos. A situação económica da ilha, as promessas não cumpridas, a falta de soluções para as pessoas, as repetidas idas às autoridades para a resolução dos seus problemas, estão na base do descontentamento para com a classe política. Neste momento, estão a adoptar uma postura apartidária não querendo participar no processo por não vislumbrarem soluções para os problemas que se têm verificado. Escolheram não ir votar durante as legislativas e pretendem seguir o mesmo caminho durante a campanha eleitoral com as propostas dos candidatos autárquicos.

“Todos os anos tem sido igual, chegam durante o tempo de campanha e prometem tudo. Depois das eleições desaparecem”, como expõem alguns membros do grupo que preferem não ser identificados, apresentando apenas os problemas e a sua perspectiva para as eleições. O não cumprimento das promessas e a falta de desenvolvimento da ilha de São Vicente são a base para o surgimento deste sentimento apartidário.

“Não vimos nada feito em São Vicente para que possamos louvar os governos, tanto central como local. O que temos visto é cada vez mais dificuldades das pessoas. E nós corremos atrás da CMSV para resolver alguns problemas e enviam alguém para verificar o problema e nunca mais voltam com a solução”.

O grupo afirma que durante as legislativas não foi votar e escolheu não ir votar porque sentem que são todos iguais e que os partidos não irão resolver os problemas. As autárquicas são eleições diferentes e, neste sentido, esperam ouvir as propostas, mas “do que já foi dito, ainda não viram ninguém com a solução para a ilha”.

  1. Eduardo Oliveira

    Não votar é favorecer o que não querem. Têm é de VOTAR CONTRA para que se possa encontrar a alternativa. A maior parte dos politicos são meninos de recado e precisamos de independentes que defendam a vox populi.
    Escolham o vosso lider e façam-no avançar mesmo com pontapés no cu para o fazer andar.

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